Centro Cultural Palácio Rio Negro reabre para visitação do público

Publicado em: quinta-feira, 13 de julho de 2017

Passeios guiados no espaço cultural do Centro apresentam aos visitantes a riqueza histórica e arquitetônica do edifício remanescente do período áureo da borracha

Sediado num dos mais importantes edifícios remanescentes do período da borracha no Amazonas, o Centro Cultural Palácio Rio Negro já se encontra aberto para visitação do público. Localizado na avenida Sete de Setembro, 1.546, Centro, o espaço mantido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, recebe visitantes de terça a sexta-feira, no horário das 9h às 14h, e aos sábados, das 9h às 13h. A entrada é gratuita.

O Centro Cultural Palácio Rio Negro oferece aos visitantes a oportunidade de conferir exposições de arte e de conhecer de perto um rico acervo de mobiliário original de época, que reúne peças como mesas, cadeiras e estatuetas de bronze. O espaço promove também visitas guiadas, dando ao público a oportunidade de conhecer mais a fundo sobre a riqueza histórica e arquitetônica do edifício.

As visitas guiadas são realizadas para grupos reunidos no hall de entrada, e acontecem sempre a partir das 9h, com novos passeios a cada 15 minutos. Os últimos grupos iniciam a visita às 13h45, de terça a sexta-feira, e às 12h30, aos sábados.

PASSEIO PELA HISTÓRIA – A atual sede do Centro Cultural Palácio Rio Negro ocupa aquele que foi conhecido como Palacete Scholz. Construído em 1903 para servir como residência a um rico comerciante de borracha, o alemão Karl Waldemar Scholz, o edifício em estilo eclético permanece até hoje como um dos símbolos da riqueza e da prosperidade na região amazônica advindas com o Ciclo da Borracha.

Com o declínio da economia do látex na Amazônia, o palacete foi hipotecado por Scholz ao seringalista Luiz da Silva Gomes. Em 1918, foi adquirido pelo Governo do Amazonas e recebeu o nome de Palácio Rio Negro. Até 1959, o prédio foi residência dos governadores do Estado e Sede do Governo; e, de lá até 1995, apenas Sede do Governo.

Em 1997, dentro das iniciativas promovidas pela Secretaria de Cultura para o acesso e a popularização da arte e da cultura, que se mantêm desde a criação da pasta ao longo dos últimos 20 anos, o edifício reabriu as portas como Centro Cultural Palácio Rio Negro, com visitação pública aos ambientes e ao mobiliário de época.

O espaço também passou a abrigar exibições locais, nacionais e internacionais, tendo recebido, entre outras, as exposições “Memórias da Amazônia”, com a coleção etnográfica de Alexandre Rodrigues Ferreira; “Brennand”, com desenhos de Francisco Brennand; “Manaus através da prata”, com obras de Irene Borges; “Expedição Retorno à Amazônia”, com registros da expedição de Jean Michel Cousteau à região.