Secretários de Cultura e de Administração e Gestão visitam prédio da antiga Cadeia Pública

Publicado em: quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Gestores conheceram instalações e conversaram sobre os planos para o uso do edifício, que incluem a restauração e a implementação do Centro de Cultura Popular

Os gestores percorreram alguns dos espaços e conversaram sobre os planos de uso do espaço, cedido à SEC na última terça (5/12), mediante assinatura de acordo entre esta, a Sead e a Secretaria de Administração Previdenciária (Seap). Foto Michael Dantas/SEC
Na visita, que contou com a participação de técnicos de Patrimônio Histórico da SEC, Denilson Novo explicou que a proposta da Secretaria é transformar o local num Centro de Cultura Popular, com apresentações, exposições permanentes e venda de artesanato, além de cursos de capacitação para artesãos do Amazonas. Foto: Michael Dantas/SEC
“O Centro vai abrir espaço para expressões e personagens da cultura tradicional e popular amazonense, como benzedeiras, pastorinhas, bois-bumbás, quadrilhas, danças, cacetinhos e tudo o mais que faz parte desse segmento”, antecipou Denilson Novo durante a visita. Foto: Michael Dantas/SEC
Angela Bulbol assinalou que o Governo do Amazonas vem buscando resgatar imóveis pertencentes à administração estadual e atualmente abandonados ou ociosos, tanto como forma de economizar com pagamento de aluguéis como para oferecer novos serviços e benefícios para a população amazonense, no que destacou a importância histórica e arquitetônica do prédio da antiga Cadeia Pública. Foto: Michael Dantas/SEC

Jony Clay Borges

Na manhã desta quarta-feira (6/12), os titulares das secretarias estaduais de Cultura (SEC), Denilson Novo, e de Administração e Gestão (Sead), Angela Bulbol, fizeram visita ao prédio onde funcionou a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. Os gestores percorreram alguns dos espaços e conversaram sobre os planos de uso do espaço, cedido à SEC na última terça (5/12), mediante assinatura de acordo entre esta, a Sead e a Secretaria de Administração Previdenciária (Seap).

Na visita, que contou com a participação de técnicos de Patrimônio Histórico da SEC, Denilson Novo explicou que a proposta da Secretaria é transformar o local num Centro de Cultura Popular, com apresentações, exposições permanentes e venda de artesanato, além de cursos de capacitação para artesãos do Amazonas.

“O Centro vai abrir espaço para expressões e personagens da cultura tradicional e popular amazonense, como benzedeiras, pastorinhas, bois-bumbás, quadrilhas, danças, cacetinhos e tudo o mais que faz parte desse segmento”, antecipou ele. Antes disso, acrescentou o secretário, o local deverá passar por um processo de recuperação, que incluirá a demolição de todas as estruturas não pertencentes ao projeto original e o restauro de acordo com a destinação pretendida para o prédio.

“Numa primeira etapa iremos convidar representantes das diversas religiões para um encontro ecumênico, para marcar efetivamente o início de uma nova história para o local. E, durante os trabalhos de recuperação, queremos oferecer visitas guiadas, em parceria com cursos e faculdades de Turismo, de forma que a população venha a ter um senso de pertencimento”, declarou.

Angela Bulbol assinalou que o Governo do Amazonas vem buscando resgatar imóveis pertencentes à administração estadual e atualmente abandonados ou ociosos, tanto como forma de economizar com pagamento de aluguéis como para oferecer novos serviços e benefícios para a população amazonense, no que destacou a importância histórica e arquitetônica do prédio da antiga Cadeia Pública.

“Não estamos falando somente de um prédio aqui, mas de uma memória, de uma arquitetura, de uma fase da cidade de Manaus, e isso vai se perdendo”, apontou a secretária, mencionando ainda o aspecto estratégico da proposta de transformação do prédio da avenida Sete de Setembro em centro cultural. “Toda grande capital hoje tem seus antigos presídios ocupados com arte e cultura”.

História

A Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa foi desativada definitivamente em maio deste ano, após mais de cem anos em funcionamento. A construção do prédio foi iniciada em 1904 e concluída em 1906, pelos arquitetos Emygdio José Ló Ferreira e J. Estelita Jorge, em estilo colonial, com uma área de 15 mil metros quadrados, tendo sido inaugurada em 19 de março de 1907, com capacidade para abrigar até 250 detentos.

O prédio foi tombado pelo patrimônio histórico amazonense, pela Lei nº 524, de 18 de outubro de 1906, no Governo de Constantino Nery. Em 14 de junho de 1988, através do Decreto nº 11.195, sancionado pelo governador Amazonino Armando Mendes, foi determinado o tombamento do prédio como Monumento Histórico do Estado do Amazonas.