Arquivo da tag: 21ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO)

Projeto ‘Ópera Delivery’ é destaque na imprensa internacional

 O ‘The Wall Street Journal’ publicou detalhes sobre os bastidores de ações realizadas nos bairros de Manaus

 

Karla Mendes

Com 22 dias de apresentações, o projeto “Ópera Delivery” está repercutindo positivamente na imprensa local e até internacional. Criada este ano como uma ação paralela ao 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), a iniciativa já foi realizada em casas, hospitais, instituições e escolas. O FAO 2018, que acontece até o dia 2 de junho, é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

 

No dia 11 e 12 de maio, a repórter Samantha Pearson e a cinegrafista Ana Terra Athayde acompanharam os bastidores do “Ópera Delivery” em uma casa, localizada no Centro, e em uma clínica de tratamento de doenças renais, no bairro Praça 14, zona sul de Manaus. A equipe visitou o Teatro Amazonas, acompanhou os ensaios e falou com os moradores da área sobre as experiências adquiridas por eles no projeto.

 

Na ocasião, Ângela Araújo foi uma das manauaras que receberam e aprovaram o “Ópera Delivery”. Ela, que mora com a mãe, marido e sobrinhos, convidou a vizinhança inteira para assistir a apresentação. “Eu nem acredito que está acontecendo comigo. Eu me inscrevi no site, mas não sabia que iria ser uma das pessoas contempladas. Adorei o projeto, me emocionou demais”.

 

Nesta semana, o “Ópera Delivery” foi matéria de capa do jornal norte-americano “The Wall Street Journal”, um dos principais veículos de comunicação internacional da atualidade, e destaque com vídeo na versão online. O artigo publicado falou sobre a chegada da ópera no Estado, detalhes sobre o Teatro Amazonas e a realidade regional. A matéria destaca ainda, ações da nova gestão da Secretaria de Estado de Cultura para a popularização da cultura na região.

Ópera Delivery foi capa do The Wall Street Journal. Foto: Reprodução

O criador do projeto e gerente de projetos da SEC, Francis Madson, considera o “Ópera Delivery” uma forma de popularizar e democratizar a cultura.

 

“Esse tipo de ação expande o Festival de Ópera para além do Teatro Amazonas. Nós mostramos, dessa forma, que a ópera pode chegar também em pequenos lugares, como a garagem de uma casa ou um quarto de hospital”, ressalta Madson. “O projeto vem com um caráter popular e como uma maneira de mobilizar os artistas a pensar em mais ações do tipo para o nosso Estado”.

O secretário de Cultura, Denilson Novo, afirma que a popularização da cultura no Estado é a base para criação de novas políticas públicas da SEC, uma orientação do Governo do Amazonas, por meio do governador Amazonino Mendes. “Ficamos muito felizes que estas ações possam ecoar mundo afora e nos mostrar o quanto é essencial proporcionar o acesso à cultura. Aproximar a arte das pessoas em diferentes zonas da capital e do interior é uma das marcas desta gestão e uma política que pretendemos ampliar ainda mais”.   

 

Ópera Delivery

Durante o mês de maio e início de junho, o “Ópera Delivery” leva sessões exclusivas de trechos de obras à casa de amazonenses. A população realizou inscrições no Portal da Cultura para receber as intervenções em diferentes locais, como praças, residências ou empresas. As vagas foram preenchidas em menos de 24 horas.

Com duas apresentações por dia, a SEC realizará, ao todo, 50 apresentações ao longo do mês em diferentes bairros da capital e no interior.

 

21º Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas:  “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”,”Acis and Galatea” e “Kawah Ijen (Vulcão azul)”, que estreia no próximo domingo (27/5), no Teatro Amazonas.

Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

 

Sobre o Bradesco Cultura 

  Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco demonstra que acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

 

A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, o São João de Campina Grande, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

‘Kawah Ijen’ será estreia mundial no 21° Festival Amazonas de Ópera 

A obra, encomendada especialmente para o festival, será apresentada nos dias 27, 31 de maio e 2 de junho, no Teatro Amazonas

 

 

Karla Mendes

Com a presença de elementos como vulcão indonésio, teatro de sombras, instrumento musical internacional, além de composições inéditas, o público de “Kawah Ijen” (Vulcão Azul) – última estreia do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO) – encontrará magia e cultura no palco do Teatro Amazonas. O libreto do brasileiro João Guilherme Ripper, baseado na história original de Fernando Barata, terá estreia mundial no dia 27 de maio, às 19h.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

O barítono Homero Velho interpreta Van Roory. Foto: Michael Dantas/SEC

A ópera conta a história do holandês Van Roory, dono de uma mineração de enxofre na Indonésia, que vende sua alma à deusa do vulcão, Roro, com o objetivo de conseguir enxofre da melhor qualidade, além de riqueza e conforto. Em troca, ele deve alimentar Roro ininterruptamente com a alma de jovens mineiros e de suas mulheres, que morrem ao inalar os gases do vulcão. A tragédia começa quando o holandês se apaixona por Nabila, esposa do chefe de polícia, mas não é correspondido. Van Roory então armará um plano que mudará seu destino e a vida de Nabila.

De acordo com João Guilherme Ripper, compositor de “Kawah Ijen”, o processo de criação contou com a participação de três países: Brasil, Portugal e Indonésia.

“A composição de tudo começou em Portugal, quando Fernando Barata, que escreveu a história que deu origem a ‘Kawah Ijen’, me falou do desejo de transformar isso em uma ópera. A partir daí, comecei a trabalhar e entrar em um processo curioso de agregamento de outras pessoas nessa jornada. O maior desafio foi juntar as três pontas: Brasil, Indonésia e Portugal”, conta Ripper. “Primeiro eu escrevi o libreto e depois comecei a escolher as canções. O decisivo foi receber o ‘sim’ do maestro Luiz Fernando Malheiro para realizar esta ópera no Teatro Amazonas. Esta é uma obra especialmente feita para o 21º Festival Amazonas de Ópera. No palco convergem todos os esforços que começaram há um ano”.

O elenco é formado por Homero Velho (barítono), que interpreta Van Roory; Isabelle Sabrié (soprano), como Roro; Carol Martins (soprano), interpretando Nabila; Daniel Umbelino (tenor), como Gandung; Juremir Vieira (tenor), como Kasidi; Murilo Neves (baixo), como Ahmed; Inácio de Nonno (barítono), que é Agus; e Matheus Sabbá, como empregado de Van Roory.

A soprano francesa Isabelle Sabrié, que também participou de “Faust” no FAO deste ano, interpretará a divindade indonésia que se alimenta da alma de jovens mineiros. Para a artista, o destaque de “Kawah Ijen” é a originalidade da ópera.

“Para mim é fascinante. Se trata de criar um papel que nunca foi cantado antes e que foi até escrito para minha voz, por isso, estou imensamente honrada e feliz. Para o Amazonas, uma cooperação com a Indonésia é um ganho imenso, o de  ter uma estreia mundial, algo muito raro no mundo da ópera internacional”, comenta a cantora.

Isabelle Sabrié será a deusa do vulcão, Roro. Foto: Michael Dantas/SEC

Sabrié conta, também, que possui técnicas específicas para a interpretação em “Kawah Ijen”. “Neste papel estou me preparando tecnicamente com uma voz mais grave da que fiz em Marguerite. Estou trabalhando um pouco de dança da Indonésia, para que as atitudes e movimentos sejam parecidos com os movimentos indonésios”, revela a soprano. “O maior desafio para mim  é ser uma deusa  do mundo fantástico e mesclar isso com algo mítico e religioso,  contrastando com papeis que ao mesmo tempo são muito realistas”.

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA), o Coral do Amazonas e a Amazonas Filarmônica darão brilho à apresentação sob a direção musical e regência de Marcelo de Jesus, direção cênica e desenho de luz de Willian Pereira, figurinos de Olintho Malaquias, cenários de Giorgia Massetani e coreografia de Tíndaro Silvano.

Gamelão

Outro destaque de “Kawah Ijen” é o Gamelão, instrumento musical coletivo típico das ilhas de Java e de Bali. O objeto é composto por xilofones, tambores, gongos, instrumentos de cordas e metalofones. O Gamelão foi encomendado e doado pelo Governo da Indonésia, por meio do embaixador Toto Riyanto, para o 21º FAO.

O diretor musical de “Kawah Ijen”, maestro Marcelo de Jesus, afirma que o instrumento, que será tocado por músicos portugueses, deve ser utilizado posteriormente para o ensino de percussionistas amazonenses.

“O Gamelão vai ser tocado por oito percussionistas de Portugal, isso porque uma das melhores percussionistas do mundo, Elisabeth Davis, do Teatro São Carlos, de Lisboa, participou da idealização da ópera e tem um grupo que toca Gamelão e que vem participar do FAO em Manaus. A ideia é que estes músicos ensinem como manusear o instrumento, para formarmos a primeira escola do gênero na América Latina”, explica o maestro.

Marcelo comenta, ainda, que o público de Manaus é muito privilegiado por receber uma estreia mundial. “Não é toda hora que temos a estreia de um compositor brasileiro, isso é mais um ineditismo do FAO. Sem contar que a obra é linda, com um elenco maravilhoso. Na composição, o Ripper fez uma verdadeira obra de arte”, afirma.

Além do dia 27 de maio, “Kawah Ijen” (Vulcão Azul) será reapresentada  nos dias 31 de maio e 2 de junho, às 20h, no Teatro Amazonas.

Os ingressos para as apresentações estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.
Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: ‘Kawah Ijen’ terá estreia mundial no 21° Festival Amazonas de Ópera

Data/hora: Dia 27 de maio, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60

Manacapuru e Novo Airão receberam o ‘Recital Amazônico’ no último fim de semana

Próximas apresentações acontecerão no dia 22, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba

 

 

Karla Mendes e Suelen Reis

Os municípios de Manacapuru e Novo Airão receberam, no último fim de semana, o “Recital Amazônico”, formado por obras de compositores amazonenses, interpretadas também por talentos do Estado. A programação faz parte do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que continua até o dia 2 de junho.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Na sexta-feira (18/05), a apresentação aconteceu às 20h, na Praça Riachuelo, na zona central de Manacapuru; e contou com a participação de sete artistas: Katia Freitas, Marinete Negrão, Yana Stravaganzzi, Miquéias William, Josenor Rocha, Roberto Paulo e André dos Santos, que mostraram seus talentos cantando clássicos brasileiros e amazônicos.

A dona de casa Maria Irailde, de 56 anos, contou que estava caminhando pela praça quando viu o começo do recital. Ela conta que é a primeira vez que assiste a trechos de ópera.

“Achei bem interessante. Aqui, em Manacapuru, estamos acostumados com ciranda e uma música mais agitada, por isso, quando passei, a música me chamou a atenção. Achei todos muito talentosos”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Lurdem Cley de Almeida, considera importante a realização de ações culturais em praças e locais públicos.

“Estou encantado e tenho certeza que essa apresentação deixou o público na expectativa por mais. A SEC sempre está de portas abertas ao nosso município e isso me deixa muito feliz e com mais vontade de fazer novas parcerias”, comentou Almeida.

Com cerca de uma hora de duração, o recital foi composto canções de nomes como Pedro Amorim, Arnaldo Rebello, Cláudio Santoro e Lindalva Cruz.

A família do tenor Miquéias William, que mora em Manacapuru, se reuniu e compareceu ao Recital para prestigiar a atuação do cantor. Miquéias, que apresentou a canção “Canta o Uirapuru”, disse estar emocionado com a presença da família.

“Para mim é motivo de orgulho ver as pessoas que eu amo, minha família, a minha terra – apesar de não ter nascido em Manacapuru me considero conterrâneo – prestigiar meu trabalho e gostar do que faço. Espero que aconteçam cada vez mais ações do tipo”, contou.

Novo Airão

Foto: Michael Dantas/SEC

 

Em Novo Airão, o recital aconteceu na Praça do Dinossauro, na noite de sábado (19/05), com um público de 250 pessoas.

Antes de a apresentação começar, um grupo de seis crianças se posicionou na primeira fila de cadeiras. Uma delas se destacava, era Elias dos Santos, de 8 anos, que esperava ansioso o início do recital.

“Gosto muito de música clássica. Eu vejo os vídeos na Internet, não sei o nome das músicas, mas eu gosto, é muito bonito. Quando passou o carro de som avisando que ia ter recital, eu disse que queria assistir”, contou.

O “Recital Amazônico” em Novo Airão teve a participação dos cantores Roberto Paulo (baixo), Elane Monteiro (soprano), Carolina Mendonça (soprano), Raquel de Queiroz (mezzo-soprano), Humberto Vieira (tenor) e Josenor Rocha (barítono); e com o pianista André dos Santos. A apresentação teve uma hora e um formato didático, com os cantores apresentando os compositores das músicas e um pouco da história de algumas das canções, entre elas “Cantigas praianas n° 2”, de Nivaldo Santiago; “Luar do meu bem”, de Claudio Santoro; “Mani Mani”, de Arnaldo Rebelo; “A Yara” e “Curupira”, de Pedro Amorim.

Ao final do recital, o pequeno Elias se mostrou encantado. “Foi muito legal! Todos os cantores são ótimos e saber que as músicas são de amazonenses é uma inspiração. Acho que as pessoas de Novo Airão também podem seguir os passos deles”, comentou.

O secretário de Turismo do município, Kleber Bechara, destacou que a iniciativa é importante, pois possibilita a população o contato com outras expressões culturais.

“Achei fantástico! É uma oportunidade que o Governo está dando para a população dos municípios, de ter contato com outras manifestações artísticas, uma coisa mais erudita que, teoricamente, está longe do cotidiano do povo do interior”, disse Bechara. “Uma iniciativa que enriquece, pois traz uma diversidade cultural interessante e que expõe ao público uma expressão cultural muito nobre”.

A professora e historiadora Euci Feitoza, que registrou boa parte da apresentação em vídeo e fez questão de fazer fotos com os artistas,  também ressaltou o estímulo ao conhecimento de outras linguagens artísticas.

“Achei maravilhoso, extraordinário e surreal porque quem poderia imaginar ópera em Novo Airão?”, apontou. “Eu gosto muito e já assisti no Teatro Amazonas. O Festival de Ópera do Amazonas é reconhecido no mundo todo e isso estimula uma nova cultura. Para nós, do município, não é uma realidade, mas a programação apresentou esse estilo de música. As pessoas só sabem se gostam de alguma coisa a partir do momento que conhecem, e hoje eu fiquei muito feliz porque vi muitos jovens, muitas crianças apreciando o recital. É uma grande oportunidade de despertar para uma nova cultura, uma nova arte”.

Ópera delivery

Foto: Divulgação

Após o recital na praça, a equipe da SEC descobriu o aniversário de 15 anos de Lara Gabrielly Alves e a presenteou com um “Ópera delivery especial”, fazendo uma apresentação surpresa na festa, com todos os artistas cantando.

Próximas edições

As próximas edições do “Recital Amazônico” acontecerão no dia 22, às 19h, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba.

Festival Amazonas de Ópera

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Próximas edições do “Recital Amazônico”

Data/hora/local: dia 22 de maio, às 19h, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba

Entrada: Gratuita

 

Solista internacional Homero Perez ministra aula de canto no Palácio da Justiça 

 Master class faz parte da contrapartida do projeto do 21º Festival Amazonas de Ópera

 

 

Sérgio Rodrigues

Mais de 30 pessoas acompanharam a aula de canto de um dos destaques do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), o barítono cubano Homero Perez, que revelou alguns dos segredos de seu alcance vocal no Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), na tarde desta quarta-feira (16). O master class é uma das contrapartidas do projeto artístico do FAO, que terá mais uma oficina na semana que vem.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Homero Perez, além de palestrar, convidou alunos a cantar com ele e apontou detalhes para melhorar a performance. O barítono destacou a importância da respiração e de conseguir uma voz clara no momento do canto. “A voz clara é luminosa e encanta. É necessário dedicação e esforço para conseguir um som limpo, que será melhor entendido pelo público e vai contribuir melhor com o espetáculo como um todo”, declarou.

Perez interpretou o demoníaco Mefistófeles na ópera de estreia do 21º FAO, “Faust”, de Charles Gounod, e arrancou aplausos do público pela voz e interpretação. Essa última característica também foi abordada pelo cubano durante a aula no Palácio da Justiça.  “O cantor precisa cultivar-se, estudar, sair, conhecer, ficar menos tempo ligado em dispositivos celulares”, disse Perez.  “Quando estava me preparando para o papel de Mefistófeles li todos os livros alegóricos ao papel do demônio para que pudesse entender o personagem. Não vale Wikipédia, Google, é preciso aprofundar-se a aprender sobre os personagens que serão interpretados”, apontou o cantor, que também fez Riolobo na ópera “Florencia en el Amazonas”.

Muitos integrantes do Coral do Amazonas, corpo artístico do Estado, participaram da aula. Entre eles, Diógenes Lira, 40. “O Homero é um pessoa muito gentil e falou sobre vários aspectos do canto. Um dos principais foi como temos a impressão, como cantores, de que temos que escurecer a voz durante o canto, deixando a letra um pouco incompreensível,  e ele ensinou uma outra forma de cantar, deixando o som mais nítido para as pessoas entenderem. Foi didático e esclarecedor”, disse.

Outro integrante do Coral, Alexandre Tiago Frota, 33, destacou a gentileza e a abertura de Homero para falar com os alunos. “Ele se mostrou muito receptivo com todos até mesmo quando estávamos no Teatro acompanhando ele na ópera, isso foi muito legal. As dicas foram de grande valia e crescimento, principalmente, no cuidado com a respiração para o canto”.

Oficinas

No dia 24 de maio, quinta-feira, será realizada uma oficina de cenografia com Giorgia Massetani, a partir das 14h na Central Técnica de Produção da SEC, localizada no bairro Cachoeirinha, também como contrapartida do 21º FAO.

Ainda segundo o maestro marcelo de Jesus, diretor adjunto artístico do FAO, uma oficina de iluminação também está prevista para ocorrer na semana de estreia da última ópera do 21º FAO, a obra “Kawah Ijen – Vulcão  Azul”. “A oficina será com Fábio Retti, um dos principais iluminadores associados à ópera no País, e também será uma ótima oportunidade. Ainda estamos organizando a data exata em que ela será realizada”.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Oficina de Cenografia com Giorgia Massetani

Datahora: 24 de maio, quinta-feira,  a partir das 14h

Local: Central Técnica de Produção (CTP) – Rua Carmem Miranda, 1297 , Cachoeirinha

 

 

 

21º Festival Amazonas de Ópera chega ao interior neste fim de semana

Manacapuru, Novo Airão e Cacau Pirera serão os primeiros a receber os recitais

Suelen Reis

Neste fim de semana, o 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO) chegará ao interior do Estado, com apresentação de “Recitais Amazônicos” – formados por obras de compositores amazonenses – em Manacapuru, Novo Airão e Cacau Pirera. O acesso será gratuito. O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Para começar, nesta sexta-feira (18/05), às 20h, haverá “Recital Amazônico” na Praça do Riachuelo, em Manacapuru, com participação de sete artistas: Katia Freitas (soprano), Marinete Negrão (mezzo-soprano), Yana Stravaganzzi (mezzo-soprano), Miquéias William (tenor), Josenor Rocha (barítono), Roberto Paulo (baixo) e André dos Santos (piano).

André dos Santos (piano). Foto: Divulgação.
Josenor Rocha (barítono). Foto: Divulgação
Marinete Negrão (mezzo-soprano). Foto: Divulgação
Raquel de Queiroz (mezzo-soprano)
Miquéias William (tenor). Foto: Divulgação

No programa, formado por obras de compositores amazonenses, as canções “Uirapuru” e “Minha terra”, de Pedro Amorim, e “A frase que eu queria dizer”, de Arnaldo Rebello, serão interpretadas por Kátia Freitas; “Noite errante” e “O pranto do mar”, de Pedro Amorim, por Yana Stravaganzzi; “Pregão do amor” e “Balada da flor da terra”, de Claudio Santoro, por Marinete Negrão; “Toada do canoeiro” e “Canta o Uirapuru”, de Lindalva Cruz, por Miquéias William; “Encantamento” e “A Yara”, de Pedro Amorim, por Josenor Rocha; “Curupira”, de Pedro Amorim, e “Em algum lugar”, de Claudio Santoro, por Roberto Paulo.

No sábado (19/05), Novo Airão receberá o Recital Amazônico, às 19h, na Praça do Dinossauro, com Roberto Paulo (baixo), Elane Monteiro (soprano), Carolina Mendonça (soprano), Raquel de Oliveira (mezzo-soprano), Humberto Vieira (tenor), Josenor Rocha (barítono), Roberto Paulo (baixo) e André dos Santos (piano).

No programa, canções como “Cantigas praianas n° 2”, de Nivaldo Santiago, e “Perfume”, de Pedro Amorim, na voz de Elane Monteiro; “Noite sem caminhos” e “Luar do meu bem”, de Claudio Santoro, interpretada por Carolina Mendonça; “Toada Baré”, de Arnaldo Rebelo, e “Ouve o silêncio”, de Claudio Santoro, por Raquel de Queiroz; “Mani Mani”, de Arnaldo Rebello, interpretada por Raquel de Queiroz e Humberto Vieira; “Amor em lágrimas” e “Acalanto da Rosa”, de Claudio Santoro, por Humberto Vieira; “Encantamento” e “A Yara”, de Pedro Amorim, interpretadas por Josenor Rocha; “Curupira”, de Pedro Amorim, e “Em algum lugar”, de Claudio Santoro, por Roberto Paulo.

No domingo (20/05), será a vez de Cacau Pirera receber a programação do FAO 2018. A apresentação será na Escola Senador João Bosco, às 17h. O recital será o mesmo apresentado em Manacapuru.

A última apresentação no interior será no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba. O programa será o mesmo do recital de Novo Airão.

Talentos do Amazonas – Um dos solistas do recital, o tenor Miquéias William destaca o resgate dos compositores amazonenses e a importância de levar os recitais aos municípios. “Neste ano, o festival está muito especial, garantindo o acesso a todos. Estamos indo ao encontro das pessoas e os recitais amazônicos são um resgate e uma exposição para a população conhecer os valores da nossa terra, esses compositores maravilhosos como Lindalva Cruz e Claudio Santoro”, comenta. “Faço votos que possamos cada vez mais expandir a ação para outros municípios, para que mais pessoas possam conhecer os grandes talentos e as belas vozes do Amazonas”.

Miquéias, que morou em Manacapuru, diz que está na expectativa para se apresentar no município. “Nasci em Manaus, mas morei muito tempo em Manacapuru, e voltar para a minha cidade, onde ainda está parte da minha família, é emocionante! Cantar para os meus ex-alunos de Coral também vai ser maravilhoso, um incentivo para eles que vão ouvir esses cantores líricos da nossa terra, todos de altíssimo nível, como Josenor, Yana, Kátia, Roberto e Marinete”, pontua.

Festival Amazonas de Ópera – Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura – Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

Serviço: Recitais Amazônicos no interior

Data/hora/local: Dia 18 (sexta), às 20h, em Manacapuru; dia 19 (sábado), às 19h, em Novo Airão; dia 20 (domingo), às 17h, no Cacau Pirera; dia 26 (sábado), às 19h, em Iranduba

Acesso: Gratuito

21º FAO oferece programação de oficinas e master classes a partir desta quarta-feira (16)

Programação faz parte da contrapartida do projeto artístico do FAO

 

 

Sérgio Rodrigues

Como contrapartida do projeto do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), serão realizadas oficinas para membros dos Corpos Artísticos do Estado, que também estarão abertas para estudantes e professores da área de música. A partir desta quarta-feira (16), o barítono cubano Homero Perez, destaque da ópera “Faust”, realiza um master class de canto. Já no dia 24 de maio, Giorgia Massetani fala sobre cenografia.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

O diretor artístico adjunto do FAO, Marcelo de Jesus, explica que é essencial, como contrapartida, que artistas nacionais e internacionais estejam à disposição do aperfeiçoamento artístico local. “Colocar um artista do nível de Homero Perez ao alcance de nossos solistas e do nosso Coral é extremamente importante para a arte. Eles dão outra visão sobre o fazer artístico e contribuem para o desenvolvimento dos cantores. Está aberto para quem tiver interesse, principalmente para os estudantes de canto. Não é preciso inscrição, apenas comparecer ao local”, informa o maestro.

O cubano Homero Perez interpretou o diabo Mefistófeles na ópera “Faust” e chamou atenção da plateia pela voz marcante e interpretação. Ele também está na ópera “Florencia en el Amazonas”, no papel de Rio Lobo. Com estreia nos palcos em 2003, em Santiago, Perez já passou por diversos papeis em obras de Wagner, Verdi e Charles Gounod. A oficina com o barítono acontece nesta quarta-feira, a partir das 15h, no Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), localizado na avenida Eduardo Ribeiro.

Cenografia

No dia 24 de maio, quinta-feira, será a vez da oficina de cenografia com a cenógrafa e pintora Giorgia Massetani, que acontecerá a partir das 14h, no Centro de Produção Técnica (CTP). Conforme o diretor artístico adjunto do FAO, estudantes e técnicos interessados em produção de ópera terão oportunidade de saber como foram concebidos os cenários do FAO.

Formada pela Academia di Belle Arti di Firenze, na Itália, Giorgia se especializou em Técnicas Plásticas para Cenografia Teatral e História de Espetáculos. A cenógrafa teve sua primeira participação no FAO em 2012 e já trabalhou em diversos eventos de ópera pelo mundo. “A Giorgia foi responsável por todos os cenários do FAO e poderá explicar com detalhes como funciona essa produção”, ressalta o maestro Marcelo de Jesus.

Ainda segundo o maestro, uma oficina de iluminação também está prevista para ocorrer na semana de estreia da última ópera do 21º FAO, a obra “Kawah Ijen – Vulcão  Azul”. “A oficina será com Fábio Retti, um dos principais iluminadores associados à ópera no País, e também será uma ótima oportunidade. Ainda estamos organizando a data exata em que ela será realizada”.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Masterclass de canto lírico com o barítono cubano Homero Perez

Data/ hora: 16 de maio, quarta-feira, a partir das 15h

Local: Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), Avenida Eduardo Ribeiro, 901

Entrada: Gratuita

 

Serviço: Oficina de Cenografia com Giorgia Massetani

Data/ hora: 24 de maio, quinta-feira,  a partir das 14h

Local: Centro de Produção Técnica (CTP)

Entrada: Gratuita

 

‘Florencia en el Amazonas’ marca terceira estreia do 21º FAO com enredo sobre artista amazonense 

 

Obra ainda não havia sido apresentada no Brasil e tem Manaus e o Amazonas como pano de fundo

 

 

Sérgio Rodrigues

A história dos viajantes do barco “El Dorado” pelo Rio Amazonas foi o enredo da terceira estreia do 21º Festival Amazonas de Ópera, na noite de sábado, no Teatro Amazonas. A ópera do compositor Daniel Catán, “Florencia en el Amazonas”, foi encenada pela primeira vez no Brasil e o público, de quase 500 pessoas, pôde acompanhar uma produção internacional, em parceria com a Colômbia, para contar a história da soprano Florência Grimaldi, uma artista amazonense de sucesso que viaja a Manaus para encontrar seu grande amor.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Com estreia em 1996 e já encomendada pelas óperas de Houston, Los Angeles e Seattle, “Florencia” foi apresentada também em Nova Iorque, Boston, Heidelberg (Alemanha), Bogotá, México, Cincinnati, Denver, entre outras capitais no mundo, porém, ainda não havia sido apresentada no lugar que serviu de inspiração para a história: Manaus. No Teatro Amazonas, o público se impressionou com o barco El Dorado que se monta e desmonta durante os atos para apresentar o lado de cada personagem. A soprano Daniella Carvalho, que interpretou Florencia, afirmou que o público vai se impressionar a cada apresentação.

“Percebi uma emoção muito grande do público, parece que todos gostaram muito. Uma obra que fala de Manaus e com tanta vontade de que a história toque o público é muito importante, ainda mais com o elenco tão talentoso e uma produção impecável. Quem vier vai se impressionar com tantos detalhes e surpresas desta ópera”, disse a soprano Daniella Carvalho.

O baixo Murilo Neves, que interpretou o capitão do “El Dorado”, também  ressaltou a emoção de apresentar uma ópera que tem o Amazonas como pano de fundo no 21º FAO. “É uma obra que fala de paixão, de ópera, de uma soprano que está indo a Manaus para se apresentar no Teatro Amazonas, então é uma emoção indescritível poder participar desta produção”, declarou.

O tenor Eric Herrero fez o sobrinho do capitão, Arcadio, que sonha em se tornar piloto e é atormentado pelo trabalho que faz, apresentando mais uma das histórias que se encontram com a da soprano Florencia Grimaldi no “El Dorado”. O solista ressalta a beleza e ao mesmo tempo a dificuldade de orquestrar a obra.

“É de uma beleza e complexidade incrível e termos o maestro Luiz Fernando Malheiro, que sabe conduzir orquestra como ninguém, consegue exaltar toda a grandiosidade da obra. Estou muito feliz pela recepção do público e também por estar apresentando meu quadragésimo personagem com colegas e musicistas maravilhosos”, afirmou.

Público

Pela primeira vez no FAO, Renato Farache, 22, disse que teve uma experiência única na noite de sábado. “Nunca havia assistido a uma ópera e adorei. Fiquei sabendo pelas redes sociais e portais e minha mãe acabou me incentivando para vir. A parte que mais gostei foi quando todo o elenco canta junto no final da história, foi marcante”, comentou.

Letícia Malveira, 19, vem todos os anos para o FAO e disse que se impressionou com a produção de “Florencia en el Amazonas. “A experiência de hoje foi incrível. Ainda não tinha visto essa ópera e achei muito bem produzido, com cantores sensacionais, me emocionei bastante. Acho que o FAO só melhora com o tempo”.

A professora boliviana Martha Cabrejos, 84, também é veterana do FAO, acompanhando desde a primeira edição. Para ela, o festival e o Teatro Amazonas são símbolos mundiais da arte. “Amo a arte e este festival representa a arte mais sublime. O Teatro Amazonas não deve nada a nenhum outro teatro do mundo, e espero que as pessoas conheçam ainda mais este patrimônio”, declarou.

“Florencia en el Amazonas” ainda terá apresentações nos dias 18, às 20h, e 20 de maio, às 19h. Na noite deste domingo (13) acontece a quarta estreia do FAO, a ópera “Acis and Galatea”, às 19h.

Ficha Técnica:

Florencia Grimaldi – Daniella Carvalho (soprano)

Riolobo – Homero Perez (baixo-barítono)

Rosalba – Dhijana Nobre (soprano)

Arcadio – Eric Herrero, (tenor)

Paula – Mere Oliveira (mezzo-soprano)

Alvaro – Inácio de Nonno (barítono)

Capitán – Murilo Neves (baixo)

Corpos artísticos: Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica

Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção cênica: Pedro Salazar

Figurinos: Olga Maslova

Cenários: Julián Hoyos

Desenho de vídeo: Michelle Ospina

Desenho de luz: Humberto Hernández

 

Festival Amazonas de Ópera 

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

 

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

‘Acis and Galatea’ propõe laboratório de ópera barroca no 21º Festival Amazonas de Ópera

Obra de Georg Friedrich Händel, de 1718, será apresentada no domingo, às 19h

 

 

Sérgio Rodrigues

Baseada em um mito grego, com libreto de John Gay, a ópera barroca de Georg Friedrich Händel, de 1718, será apresentada em um formato especial e com adaptação para a mitologia amazônica no 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO). Com direção musical e regência do maestro Marcelo de Jesus, a ópera será encenada neste domingo, às 19h.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

De acordo com Marcelo de Jesus, que também é diretor artístico adjunto do festival,  a obra não é comum nos repertórios das orquestras do País, devido aos desafios de se realizar a ópera barroca. O maestro explica que para a ópera de Händel será proposto um laboratório, traduzindo a obra para os dias de hoje.

“É impossível fazer uma leitura de época, porque teríamos que ter os instrumentos de época. Mas faremos algo que ainda é muito novo, que é realizar a música barroca com instrumentos da atualidade”, diz. “Ao mesmo tempo, teremos algumas novidades, como o músico Anderson Lima, que tem um grupo de música barroca na Argentina, e trará para o festival  um arquialaúde e uma guitarra barroca”, revela.

Pela dificuldade técnica exigida pela obra, o maestro revela que a ópera é uma das mais ensaiadas do 21º FAO.  “Em comparação com ‘Faust’, que teve mais de 80 pessoas no fosso da orquestra, ‘Acis’ terá apenas 13 pessoas. A música barroca é muito refinada e artesanal e exige muito preparo para se alcançar a excelência.  Por isso estamos propondo um laboratório de ópera barroca”, ressalta.

O enredo da ópera conta, em dois atos, a história da ninfa semi-divina Galatea, que se apaixona pelo pastor Acis. Porém, o ciclope Polifemo, por sua vez encantado com a ninfa, assassina brutalmente o pastor, que é imortalizado em um riacho pelos poderes de Galatea. Para incentivar ainda mais a imersão do espectador do 21º FAO, o cineasta Sérgio Andrade foi convidado para a concepção cênica da obra, que envolveu achar similaridades entre as mitologias grega e amazônica.

“Para aproximar mais o espectador deste terreno da música barroca, o Sérgio Andrade fez uma transcrição destes mitos para o amazônico. Os mitos têm similaridades, pois fazem parte do inconsciente coletivo da humanidade, então conseguimos encontrar estas identificações e adaptar os personagens. Polifemo vira Mapinguari, o ciclope amazônico; Galatea é Iara, sereia e deusa indígena; e Acis é um ribeirinho, que trabalha com juta. Esta adaptação ocorreu de forma bem natural, se encaixando na obra”, explica Marcelo de Jesus.

O elenco conta com o tenor Anibal Mancini, como Acis; a soprano amazonense Amanda Aparício, como Galatea; o baixo Murilo Neves, como Polifemo; e a também soprano amazonense Mirian Abad, como Damon. Pela primeira vez num papel de protagonista no FAO, a solista Amanda Aparício afirma que o público vai se encantar pela história da ninfa semi-deusa que se deixa apaixonar por um mortal.

“Foi desafiador e emocionante interpretar Galatea, que se mostra determinada em amar o pastor apesar de todos os empecilhos que tentam separá-los. As músicas são extremamente lindas e acompanham um enredo cativante e tenho certeza que, junto às referências da nossa mitologia, o público vai se apaixonar pela ópera”.

“Acis and Galatea” terá reapresentações nos dias 17 e 19 de maio, às 20h, no Teatro Amazonas.

 

Ficha Técnica

Acis – Anibal Mancini  (tenor)

Galatea – Amanda Aparício  (soprano)

Polifemo – Murilo Neves (baixo)

Damon – Mirian Abad (soprano)

Corpos artísticos:  Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas, solistas do Madrigal Ivete Ibiapina e Orquestra de Câmara do Amazonas

Direção Musical E Regência: Marcelo De Jesus

Concepção Cênica: Sérgio Andrade

Direção Cênica: Julianna Santos

Cenografia: Giorgia Massetani

Figurinos: Laura Françoso

Desenho De Luz: Humberto Hernández

Coreografia: Tindaro Silvano

 

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas:  “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

 

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Estreia da ópera “Acis and Galatea”

Data/hora: Dia 13 de maio, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60

 

 

Ópera ‘Florencia en el Amazonas’ conta história de amor e fantasia neste sábado

Obra do 21º Festival Amazonas de Ópera será encenada no Teatro Amazonas, às 20h

 

 

Sérgio Rodrigues

Um barco será montado no palco do Teatro Amazonas e mostrará a viagem de uma famosa soprano que sonha em se apresentar na capital do estado e encontrar seu grande amor. Este é o enredo da ópera “Florencia en el Amazonas”, que estreia neste sábado (12/05), às 20h, na programação 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO).

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Com estreia em 1996, “Florencia” é uma produção colombiana, com composição do mexicano Daniel Catán e libreto de Marcela Fuentes-Berain, que se inspirou nos personagens de Gabriel Garcia Márquez, incluindo, na história, os elementos do realismo mágico no qual o escritor era mestre. Em dois atos, é contada a jornada da famosa soprano Florencia Grimaldi, que viaja o rio Amazonas no navio “El Dorado”, esperando que a apresentação no Teatro Amazonas chame a atenção de Cristóbal, um caçador de borboletas que desapareceu na floresta.

“‘Florencia en el Amazonas’ é uma produção espetacular que terá um barco montado no palco do Teatro Amazonas contando uma história com elementos que conhecemos tão bem na região em que vivemos. O público pode esperar uma história emocionante, que comoveu públicos em diversas capitais do mundo”, comenta o maestro Luiz Fernando Malheiro, responsável pela direção musical e regência.

De acordo com a diretora executiva do FAO, Flávia Furtado, o figurino e outros elementos do cenário foram enviados da Colômbia para a realização de “Florencia”. “O barco, parte essencial da história, será montado aqui, mas os figurinos, assinados por Olga Maslova, e os telões que serão usados no espetáculo são parte da produção colombiana”, explica.

O elenco conta com Daniella Carvalho (soprano) como Florencia; o cubano Homero Perez (baixo-barítono), que interpretou Mephistopheles em “Faust” e agora fará o papel de Riolobo; a amazonense Dhijana Nobre (soprano), como Rosalba; Eric Herrero (tenor), como Arcadio; Mere Oliveira (mezzo-soprano), que fará Paula; Ináccio de Nonno (barítono), como Alvaro e Murilo Neves (baixo), fará o Capitán. A ópera terá a Orquestra Amazonas Filarmônica e o Coral do Amazonas.

No papel principal de Florencia, a soprano carioca Daniella Carvalho declara que interpretar a personagem é apaixonante, devido à riqueza da obra. “É uma linda história de amor em que o canto é veículo da união de duas almas, pois, Florencia diz que foi no acordar e dormir com seu amor Cristóbal que a sua voz cresceu. Musicalmente é uma obra muito interessante e rica, com o realismo expressado por meio do amor nas linhas dos personagens e temas”.

Interpretando a jornalista Rosalba, que acompanha Florencia no barco para escrever sobre a vida da soprano, Dhijana Nobre declara que a ópera é intensa e prende a atenção do início ao fim. “O público pode esperar uma composição linda, cenários incríveis e um enredo apaixonante”, diz. “Interpretar a Rosalba é um desafio, porém, é uma personagem muito bonita que aprende que pode se entregar novamente ao amor durante a viagem com Florencia”, complementa a cantora, que participa desde 2013 do FAO, como solista.

A ópera “Florencia en el Amaoznas” terá reapresentações nos dias 18 de maio, às 20h, e 20 de maio, às 19h.

Ficha Técnica:

Florencia Grimaldi – Daniella Carvalho (soprano)

Riolobo – Homero Perez (baixo-barítono)

Rosalba – Dhijana Nobre (soprano)

Arcadio – Eric Herrero, (tenor)

Paula – Mere Oliveira (mezzo-soprano)

Alvaro – Inácio de Nonno (barítono)

Capitán – Murilo Neves (baixo)

Corpos artísticos: Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica

Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção cênica: Pedro Salazar

Figurinos: Olga Maslova

Cenários: Julián Hoyos

Desenho de vídeo: Michelle Ospina

Desenho de luz: Humberto Hernández

 

Festival Amazonas de Ópera

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço:  21º FAO apresenta ópera “Florencia en el Amazonas”

Data/ hora: 12 de maio, sábado, às 20h; 18 de maio, às 20h; 20 de maio, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Ingressos na bilheteria do Teatro e no site aloingressos.com.br

Shoppings de Manaus recebem exposições sobre Festival Amazonas de Ópera

As mostras “Ópera para encantar”, “Gênios da Ópera” e “Ópera é tudo – Ópera é para todos” acontecerão até o dia 2 de junho nos shoppings Ponta Negra, Amazonas e Sumaúma, respectivamente 

As mostras “Ópera para encantar”, “Gênios da Ópera” e “Ópera é tudo – Ópera é para todos” acontecerão até o dia 2 de junho nos shoppings Ponta Negra, Amazonas e Sumaúma, respectivamente. Foto: Divulgação/SEC
As mostras “Ópera para encantar”, “Gênios da Ópera” e “Ópera é tudo – Ópera é para todos” acontecerão até o dia 2 de junho nos shoppings Ponta Negra, Amazonas e Sumaúma, respectivamente. Foto: Divulgação/SEC
As mostras “Ópera para encantar”, “Gênios da Ópera” e “Ópera é tudo – Ópera é para todos” acontecerão até o dia 2 de junho nos shoppings Ponta Negra, Amazonas e Sumaúma, respectivamente. Foto: Divulgação/SEC
As mostras “Ópera para encantar”, “Gênios da Ópera” e “Ópera é tudo – Ópera é para todos” acontecerão até o dia 2 de junho nos shoppings Ponta Negra, Amazonas e Sumaúma, respectivamente. Foto: Divulgação/SEC

Karla Mendes 

A 21ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO) promete movimentar os shoppings da capital amazonense a partir de sexta-feira (20/04), com as exposições “Ópera para encantar”, “Gênios da Ópera” e “Ópera é tudo – Ópera é para todos”, que acontecerão, nos shoppings Ponta Negra, Amazonas e Sumaúma, respectivamente.

As mostras fazem parte da programação do FAO, que vai de 28 de abril a 2 de junho. A edição de 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da SEC, com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Intervenções artísticas, exposições de figurinos, de elementos cenográficos e fotografias são parte da proposta nos centros comerciais. O maestro Marcelo de Jesus, diretor artístico adjunto do FAO 2018, afirma que a ação aproximará os espetáculos da população.

“A ideia é popularizar os autores regionais relacionados a óperas e deixar o festival cada vez mais próximo das pessoas. O público terá uma grande surpresa, principalmente nos locais abertos desses espaços”, destaca o maestro.

Shopping Ponta Negra

A abertura da exposição “Ópera para Encantar”, marcada para às 19h desta sexta-feira (20/04), contará com um flashmob realizado pelo Coral do Amazonas, Orquestra Filarmônica e solistas da ópera “Faust” – primeira a ser apresentada no FAO deste ano.

No shopping, localizado na Avenida Coronel Teixeira, 5705, bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus, haverá a exposição de elementos de cenografia, figurinos e fotos.

Em comemoração ao Dia das Mães, em 13 de maio, a Orquestra de Violões do Amazonas também apresentará um repertório especial sob regência do maestro Davi Nunes.

Sumaúma Park Shopping

A partir de sábado (21/04), às 19h, o Sumaúma Park Shopping terá a exposição “Gênios da Ópera”, com fotografias de participantes do Festival Amazonas de Ópera ao longo dos anos. Nas fotografias estão maestros, violinistas, figurinistas e músicos.

O Sumaúma está localizado na Avenida Noel Nutels, 1762, bairro Cidade Nova, zona norte da cidade.

Amazonas Shopping 

O Amazonas Shopping receberá “Ópera é tudo – Ópera é para todos”, a partir de domingo, 22 de abril. A inauguração acontecerá às 19h, com o “Recital Amazônico”. O centro de compras está localizado na avenida Djalma Batista, 482, bairro Chapada, zona centro-sul da capital.

Com o objetivo de valorizar os artistas da região, o recital será apresentado por Elane Monteiro, Carolina Mendonça, Raquel de Queiroz, Humberto Vieira, Josenor Rocha, Roberto Paulo e André dos Santos.

No dia 11 de maio, a Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) fará homenagem às mães, cantando conhecidas canções como “Modinha para Gabriela”, “Como é grande o meu amor por você”, “Maria, Maria”, “Você é linda”, “Oceano”, “Se”, “Flor de Lis”.

Todas as exposições seguem até o dia 2 de junho, de segunda a sábado, de 10 às 22h; e aos domingos, de 14h às 21h.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival contará com a apresentação de cinco óperas:  “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no sitewww.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco demonstra que acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros. A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, o São João de Campina Grande, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.