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‘Kawah Ijen’ será estreia mundial no 21° Festival Amazonas de Ópera 

A obra, encomendada especialmente para o festival, será apresentada nos dias 27, 31 de maio e 2 de junho, no Teatro Amazonas

 

 

Karla Mendes

Com a presença de elementos como vulcão indonésio, teatro de sombras, instrumento musical internacional, além de composições inéditas, o público de “Kawah Ijen” (Vulcão Azul) – última estreia do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO) – encontrará magia e cultura no palco do Teatro Amazonas. O libreto do brasileiro João Guilherme Ripper, baseado na história original de Fernando Barata, terá estreia mundial no dia 27 de maio, às 19h.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

O barítono Homero Velho interpreta Van Roory. Foto: Michael Dantas/SEC

A ópera conta a história do holandês Van Roory, dono de uma mineração de enxofre na Indonésia, que vende sua alma à deusa do vulcão, Roro, com o objetivo de conseguir enxofre da melhor qualidade, além de riqueza e conforto. Em troca, ele deve alimentar Roro ininterruptamente com a alma de jovens mineiros e de suas mulheres, que morrem ao inalar os gases do vulcão. A tragédia começa quando o holandês se apaixona por Nabila, esposa do chefe de polícia, mas não é correspondido. Van Roory então armará um plano que mudará seu destino e a vida de Nabila.

De acordo com João Guilherme Ripper, compositor de “Kawah Ijen”, o processo de criação contou com a participação de três países: Brasil, Portugal e Indonésia.

“A composição de tudo começou em Portugal, quando Fernando Barata, que escreveu a história que deu origem a ‘Kawah Ijen’, me falou do desejo de transformar isso em uma ópera. A partir daí, comecei a trabalhar e entrar em um processo curioso de agregamento de outras pessoas nessa jornada. O maior desafio foi juntar as três pontas: Brasil, Indonésia e Portugal”, conta Ripper. “Primeiro eu escrevi o libreto e depois comecei a escolher as canções. O decisivo foi receber o ‘sim’ do maestro Luiz Fernando Malheiro para realizar esta ópera no Teatro Amazonas. Esta é uma obra especialmente feita para o 21º Festival Amazonas de Ópera. No palco convergem todos os esforços que começaram há um ano”.

O elenco é formado por Homero Velho (barítono), que interpreta Van Roory; Isabelle Sabrié (soprano), como Roro; Carol Martins (soprano), interpretando Nabila; Daniel Umbelino (tenor), como Gandung; Juremir Vieira (tenor), como Kasidi; Murilo Neves (baixo), como Ahmed; Inácio de Nonno (barítono), que é Agus; e Matheus Sabbá, como empregado de Van Roory.

A soprano francesa Isabelle Sabrié, que também participou de “Faust” no FAO deste ano, interpretará a divindade indonésia que se alimenta da alma de jovens mineiros. Para a artista, o destaque de “Kawah Ijen” é a originalidade da ópera.

“Para mim é fascinante. Se trata de criar um papel que nunca foi cantado antes e que foi até escrito para minha voz, por isso, estou imensamente honrada e feliz. Para o Amazonas, uma cooperação com a Indonésia é um ganho imenso, o de  ter uma estreia mundial, algo muito raro no mundo da ópera internacional”, comenta a cantora.

Isabelle Sabrié será a deusa do vulcão, Roro. Foto: Michael Dantas/SEC

Sabrié conta, também, que possui técnicas específicas para a interpretação em “Kawah Ijen”. “Neste papel estou me preparando tecnicamente com uma voz mais grave da que fiz em Marguerite. Estou trabalhando um pouco de dança da Indonésia, para que as atitudes e movimentos sejam parecidos com os movimentos indonésios”, revela a soprano. “O maior desafio para mim  é ser uma deusa  do mundo fantástico e mesclar isso com algo mítico e religioso,  contrastando com papeis que ao mesmo tempo são muito realistas”.

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA), o Coral do Amazonas e a Amazonas Filarmônica darão brilho à apresentação sob a direção musical e regência de Marcelo de Jesus, direção cênica e desenho de luz de Willian Pereira, figurinos de Olintho Malaquias, cenários de Giorgia Massetani e coreografia de Tíndaro Silvano.

Gamelão

Outro destaque de “Kawah Ijen” é o Gamelão, instrumento musical coletivo típico das ilhas de Java e de Bali. O objeto é composto por xilofones, tambores, gongos, instrumentos de cordas e metalofones. O Gamelão foi encomendado e doado pelo Governo da Indonésia, por meio do embaixador Toto Riyanto, para o 21º FAO.

O diretor musical de “Kawah Ijen”, maestro Marcelo de Jesus, afirma que o instrumento, que será tocado por músicos portugueses, deve ser utilizado posteriormente para o ensino de percussionistas amazonenses.

“O Gamelão vai ser tocado por oito percussionistas de Portugal, isso porque uma das melhores percussionistas do mundo, Elisabeth Davis, do Teatro São Carlos, de Lisboa, participou da idealização da ópera e tem um grupo que toca Gamelão e que vem participar do FAO em Manaus. A ideia é que estes músicos ensinem como manusear o instrumento, para formarmos a primeira escola do gênero na América Latina”, explica o maestro.

Marcelo comenta, ainda, que o público de Manaus é muito privilegiado por receber uma estreia mundial. “Não é toda hora que temos a estreia de um compositor brasileiro, isso é mais um ineditismo do FAO. Sem contar que a obra é linda, com um elenco maravilhoso. Na composição, o Ripper fez uma verdadeira obra de arte”, afirma.

Além do dia 27 de maio, “Kawah Ijen” (Vulcão Azul) será reapresentada  nos dias 31 de maio e 2 de junho, às 20h, no Teatro Amazonas.

Os ingressos para as apresentações estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.
Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: ‘Kawah Ijen’ terá estreia mundial no 21° Festival Amazonas de Ópera

Data/hora: Dia 27 de maio, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60

Manacapuru e Novo Airão receberam o ‘Recital Amazônico’ no último fim de semana

Próximas apresentações acontecerão no dia 22, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba

 

 

Karla Mendes e Suelen Reis

Os municípios de Manacapuru e Novo Airão receberam, no último fim de semana, o “Recital Amazônico”, formado por obras de compositores amazonenses, interpretadas também por talentos do Estado. A programação faz parte do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que continua até o dia 2 de junho.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Na sexta-feira (18/05), a apresentação aconteceu às 20h, na Praça Riachuelo, na zona central de Manacapuru; e contou com a participação de sete artistas: Katia Freitas, Marinete Negrão, Yana Stravaganzzi, Miquéias William, Josenor Rocha, Roberto Paulo e André dos Santos, que mostraram seus talentos cantando clássicos brasileiros e amazônicos.

A dona de casa Maria Irailde, de 56 anos, contou que estava caminhando pela praça quando viu o começo do recital. Ela conta que é a primeira vez que assiste a trechos de ópera.

“Achei bem interessante. Aqui, em Manacapuru, estamos acostumados com ciranda e uma música mais agitada, por isso, quando passei, a música me chamou a atenção. Achei todos muito talentosos”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Lurdem Cley de Almeida, considera importante a realização de ações culturais em praças e locais públicos.

“Estou encantado e tenho certeza que essa apresentação deixou o público na expectativa por mais. A SEC sempre está de portas abertas ao nosso município e isso me deixa muito feliz e com mais vontade de fazer novas parcerias”, comentou Almeida.

Com cerca de uma hora de duração, o recital foi composto canções de nomes como Pedro Amorim, Arnaldo Rebello, Cláudio Santoro e Lindalva Cruz.

A família do tenor Miquéias William, que mora em Manacapuru, se reuniu e compareceu ao Recital para prestigiar a atuação do cantor. Miquéias, que apresentou a canção “Canta o Uirapuru”, disse estar emocionado com a presença da família.

“Para mim é motivo de orgulho ver as pessoas que eu amo, minha família, a minha terra – apesar de não ter nascido em Manacapuru me considero conterrâneo – prestigiar meu trabalho e gostar do que faço. Espero que aconteçam cada vez mais ações do tipo”, contou.

Novo Airão

Foto: Michael Dantas/SEC

 

Em Novo Airão, o recital aconteceu na Praça do Dinossauro, na noite de sábado (19/05), com um público de 250 pessoas.

Antes de a apresentação começar, um grupo de seis crianças se posicionou na primeira fila de cadeiras. Uma delas se destacava, era Elias dos Santos, de 8 anos, que esperava ansioso o início do recital.

“Gosto muito de música clássica. Eu vejo os vídeos na Internet, não sei o nome das músicas, mas eu gosto, é muito bonito. Quando passou o carro de som avisando que ia ter recital, eu disse que queria assistir”, contou.

O “Recital Amazônico” em Novo Airão teve a participação dos cantores Roberto Paulo (baixo), Elane Monteiro (soprano), Carolina Mendonça (soprano), Raquel de Queiroz (mezzo-soprano), Humberto Vieira (tenor) e Josenor Rocha (barítono); e com o pianista André dos Santos. A apresentação teve uma hora e um formato didático, com os cantores apresentando os compositores das músicas e um pouco da história de algumas das canções, entre elas “Cantigas praianas n° 2”, de Nivaldo Santiago; “Luar do meu bem”, de Claudio Santoro; “Mani Mani”, de Arnaldo Rebelo; “A Yara” e “Curupira”, de Pedro Amorim.

Ao final do recital, o pequeno Elias se mostrou encantado. “Foi muito legal! Todos os cantores são ótimos e saber que as músicas são de amazonenses é uma inspiração. Acho que as pessoas de Novo Airão também podem seguir os passos deles”, comentou.

O secretário de Turismo do município, Kleber Bechara, destacou que a iniciativa é importante, pois possibilita a população o contato com outras expressões culturais.

“Achei fantástico! É uma oportunidade que o Governo está dando para a população dos municípios, de ter contato com outras manifestações artísticas, uma coisa mais erudita que, teoricamente, está longe do cotidiano do povo do interior”, disse Bechara. “Uma iniciativa que enriquece, pois traz uma diversidade cultural interessante e que expõe ao público uma expressão cultural muito nobre”.

A professora e historiadora Euci Feitoza, que registrou boa parte da apresentação em vídeo e fez questão de fazer fotos com os artistas,  também ressaltou o estímulo ao conhecimento de outras linguagens artísticas.

“Achei maravilhoso, extraordinário e surreal porque quem poderia imaginar ópera em Novo Airão?”, apontou. “Eu gosto muito e já assisti no Teatro Amazonas. O Festival de Ópera do Amazonas é reconhecido no mundo todo e isso estimula uma nova cultura. Para nós, do município, não é uma realidade, mas a programação apresentou esse estilo de música. As pessoas só sabem se gostam de alguma coisa a partir do momento que conhecem, e hoje eu fiquei muito feliz porque vi muitos jovens, muitas crianças apreciando o recital. É uma grande oportunidade de despertar para uma nova cultura, uma nova arte”.

Ópera delivery

Foto: Divulgação

Após o recital na praça, a equipe da SEC descobriu o aniversário de 15 anos de Lara Gabrielly Alves e a presenteou com um “Ópera delivery especial”, fazendo uma apresentação surpresa na festa, com todos os artistas cantando.

Próximas edições

As próximas edições do “Recital Amazônico” acontecerão no dia 22, às 19h, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba.

Festival Amazonas de Ópera

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Próximas edições do “Recital Amazônico”

Data/hora/local: dia 22 de maio, às 19h, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba

Entrada: Gratuita

 

Solista internacional Homero Perez ministra aula de canto no Palácio da Justiça 

 Master class faz parte da contrapartida do projeto do 21º Festival Amazonas de Ópera

 

 

Sérgio Rodrigues

Mais de 30 pessoas acompanharam a aula de canto de um dos destaques do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), o barítono cubano Homero Perez, que revelou alguns dos segredos de seu alcance vocal no Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), na tarde desta quarta-feira (16). O master class é uma das contrapartidas do projeto artístico do FAO, que terá mais uma oficina na semana que vem.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Homero Perez, além de palestrar, convidou alunos a cantar com ele e apontou detalhes para melhorar a performance. O barítono destacou a importância da respiração e de conseguir uma voz clara no momento do canto. “A voz clara é luminosa e encanta. É necessário dedicação e esforço para conseguir um som limpo, que será melhor entendido pelo público e vai contribuir melhor com o espetáculo como um todo”, declarou.

Perez interpretou o demoníaco Mefistófeles na ópera de estreia do 21º FAO, “Faust”, de Charles Gounod, e arrancou aplausos do público pela voz e interpretação. Essa última característica também foi abordada pelo cubano durante a aula no Palácio da Justiça.  “O cantor precisa cultivar-se, estudar, sair, conhecer, ficar menos tempo ligado em dispositivos celulares”, disse Perez.  “Quando estava me preparando para o papel de Mefistófeles li todos os livros alegóricos ao papel do demônio para que pudesse entender o personagem. Não vale Wikipédia, Google, é preciso aprofundar-se a aprender sobre os personagens que serão interpretados”, apontou o cantor, que também fez Riolobo na ópera “Florencia en el Amazonas”.

Muitos integrantes do Coral do Amazonas, corpo artístico do Estado, participaram da aula. Entre eles, Diógenes Lira, 40. “O Homero é um pessoa muito gentil e falou sobre vários aspectos do canto. Um dos principais foi como temos a impressão, como cantores, de que temos que escurecer a voz durante o canto, deixando a letra um pouco incompreensível,  e ele ensinou uma outra forma de cantar, deixando o som mais nítido para as pessoas entenderem. Foi didático e esclarecedor”, disse.

Outro integrante do Coral, Alexandre Tiago Frota, 33, destacou a gentileza e a abertura de Homero para falar com os alunos. “Ele se mostrou muito receptivo com todos até mesmo quando estávamos no Teatro acompanhando ele na ópera, isso foi muito legal. As dicas foram de grande valia e crescimento, principalmente, no cuidado com a respiração para o canto”.

Oficinas

No dia 24 de maio, quinta-feira, será realizada uma oficina de cenografia com Giorgia Massetani, a partir das 14h na Central Técnica de Produção da SEC, localizada no bairro Cachoeirinha, também como contrapartida do 21º FAO.

Ainda segundo o maestro marcelo de Jesus, diretor adjunto artístico do FAO, uma oficina de iluminação também está prevista para ocorrer na semana de estreia da última ópera do 21º FAO, a obra “Kawah Ijen – Vulcão  Azul”. “A oficina será com Fábio Retti, um dos principais iluminadores associados à ópera no País, e também será uma ótima oportunidade. Ainda estamos organizando a data exata em que ela será realizada”.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Oficina de Cenografia com Giorgia Massetani

Datahora: 24 de maio, quinta-feira,  a partir das 14h

Local: Central Técnica de Produção (CTP) – Rua Carmem Miranda, 1297 , Cachoeirinha

 

 

 

‘Acis and Galatea’ propõe laboratório de ópera barroca no 21º Festival Amazonas de Ópera

Obra de Georg Friedrich Händel, de 1718, será apresentada no domingo, às 19h

 

 

Sérgio Rodrigues

Baseada em um mito grego, com libreto de John Gay, a ópera barroca de Georg Friedrich Händel, de 1718, será apresentada em um formato especial e com adaptação para a mitologia amazônica no 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO). Com direção musical e regência do maestro Marcelo de Jesus, a ópera será encenada neste domingo, às 19h.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

De acordo com Marcelo de Jesus, que também é diretor artístico adjunto do festival,  a obra não é comum nos repertórios das orquestras do País, devido aos desafios de se realizar a ópera barroca. O maestro explica que para a ópera de Händel será proposto um laboratório, traduzindo a obra para os dias de hoje.

“É impossível fazer uma leitura de época, porque teríamos que ter os instrumentos de época. Mas faremos algo que ainda é muito novo, que é realizar a música barroca com instrumentos da atualidade”, diz. “Ao mesmo tempo, teremos algumas novidades, como o músico Anderson Lima, que tem um grupo de música barroca na Argentina, e trará para o festival  um arquialaúde e uma guitarra barroca”, revela.

Pela dificuldade técnica exigida pela obra, o maestro revela que a ópera é uma das mais ensaiadas do 21º FAO.  “Em comparação com ‘Faust’, que teve mais de 80 pessoas no fosso da orquestra, ‘Acis’ terá apenas 13 pessoas. A música barroca é muito refinada e artesanal e exige muito preparo para se alcançar a excelência.  Por isso estamos propondo um laboratório de ópera barroca”, ressalta.

O enredo da ópera conta, em dois atos, a história da ninfa semi-divina Galatea, que se apaixona pelo pastor Acis. Porém, o ciclope Polifemo, por sua vez encantado com a ninfa, assassina brutalmente o pastor, que é imortalizado em um riacho pelos poderes de Galatea. Para incentivar ainda mais a imersão do espectador do 21º FAO, o cineasta Sérgio Andrade foi convidado para a concepção cênica da obra, que envolveu achar similaridades entre as mitologias grega e amazônica.

“Para aproximar mais o espectador deste terreno da música barroca, o Sérgio Andrade fez uma transcrição destes mitos para o amazônico. Os mitos têm similaridades, pois fazem parte do inconsciente coletivo da humanidade, então conseguimos encontrar estas identificações e adaptar os personagens. Polifemo vira Mapinguari, o ciclope amazônico; Galatea é Iara, sereia e deusa indígena; e Acis é um ribeirinho, que trabalha com juta. Esta adaptação ocorreu de forma bem natural, se encaixando na obra”, explica Marcelo de Jesus.

O elenco conta com o tenor Anibal Mancini, como Acis; a soprano amazonense Amanda Aparício, como Galatea; o baixo Murilo Neves, como Polifemo; e a também soprano amazonense Mirian Abad, como Damon. Pela primeira vez num papel de protagonista no FAO, a solista Amanda Aparício afirma que o público vai se encantar pela história da ninfa semi-deusa que se deixa apaixonar por um mortal.

“Foi desafiador e emocionante interpretar Galatea, que se mostra determinada em amar o pastor apesar de todos os empecilhos que tentam separá-los. As músicas são extremamente lindas e acompanham um enredo cativante e tenho certeza que, junto às referências da nossa mitologia, o público vai se apaixonar pela ópera”.

“Acis and Galatea” terá reapresentações nos dias 17 e 19 de maio, às 20h, no Teatro Amazonas.

 

Ficha Técnica

Acis – Anibal Mancini  (tenor)

Galatea – Amanda Aparício  (soprano)

Polifemo – Murilo Neves (baixo)

Damon – Mirian Abad (soprano)

Corpos artísticos:  Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas, solistas do Madrigal Ivete Ibiapina e Orquestra de Câmara do Amazonas

Direção Musical E Regência: Marcelo De Jesus

Concepção Cênica: Sérgio Andrade

Direção Cênica: Julianna Santos

Cenografia: Giorgia Massetani

Figurinos: Laura Françoso

Desenho De Luz: Humberto Hernández

Coreografia: Tindaro Silvano

 

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas:  “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

 

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Estreia da ópera “Acis and Galatea”

Data/hora: Dia 13 de maio, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60

 

 

Mais de 200 profissionais trabalham na montagem dos cenários do 21º Festival Amazonas de Ópera

Giovanni Araújo

Para montar os cenários das óperas “Faust”, “Dessana, Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e “Kawah Ijen (Vulcão azul)”, que serão apresentadas durante o 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) conta com uma equipe de mais de 200 profissionais da Central Técnica de Produção (CTP), da equipe técnica do Teatro Amazonas e da equipe de produção do evento.

O FAO, que acontecerá de 28 de abril a 2 junho, é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da SEC, com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o Festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc), por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

A cenografia – arte de projetar e executar a instalação de cenários para obras teatrais ou cinematográficas – é parte importante de qualquer espetáculo. A partir dela, é possível mostrar o local em que se passa uma história e revelar um pouco da personalidade dos personagens.

Cenógrafos, cenotécnicos, diretores de cena, serralheiros, pintores, construtores, costureiras, camareiras e maquinistas são alguns dos profissionais que, desde março, estão trabalhando para a montagem dos cenários do Festival.

“Faust” abrirá a edição de 2018, e, para este cenário, as referências do diretor cênico André Heller-Lopes se baseiam no filme “Drácula de Bram Stoker” (1992), de Francis Ford Coppola, e mistura um estilo neogótico do final dos anos 80 e início dos anos 90, que também pode ser percebido no figurino dos personagens da ópera.

“O interessante deste cenário, que é muito bonito e tem muitas ideias dos cenógrafos Roberto Rolrik e Renato Theobaldo, é que ele é móvel e traz estruturas que formam torres com referências à uma linha moderna e ao mesmo tempo gótica”, revela a cenógrafa Giorgia Massetani, responsável pela construção da cenografia, junto aos cenotécnicos e diretores de palco.

O cenógrafo Roberto Rolrik conta que, a partir de uma técnica chamada corte em Router, foi possível dar mais agilidade ao processo de montagem. “Todo o cenário é bem recortado pelo próprio estilo da época, trazendo os desenhos das rosáceas e dos arcos ogivais. Adaptamos esses desenhos para uma tecnologia contemporânea, realizando um processo em que utilizamos a chapa e o desenho feito no computador para ser transferido para uma máquina chamada Router. Esta faz uma infinidade de recortes, que se fossem feitos manualmente demoraria muito tempo”, afirma Rolrik.

Mais lúdico 

O cenário de “Dessana, Dessana” irá conviver com o de “Faust” e, de acordo com Giorgia Massetani, serão trabalhadas a luz e a contraluz para acrescentar dramaticidade e mistério e tornar o lugar mais lúdico, resgatando a temática indígena e integrando a pintura e o estilo do artista visual Raiz Campos neste projeto.

Raiz salienta que, antes de começar a pintar o cenário de “Dessana, Dessana”, fez uma viagem para o Município de São Gabriel da Cachoeira, onde participou de uma ‘Missão de Arte’ que visava revitalizar uma área degradada.

“Neste local, pude conhecer mais de 20 etnias, inclusive a Dessana, com a qual tive uma vivência e pesquisei sobre sua cultura. Por coincidência, assim que cheguei a Manaus, fui convidado para este projeto e, para mim, é uma experiência nova e intensa poder divulgar nossa cultura no Festival”, destaca Raiz.

O cenário, segundo o diretor cênico Matheus Sabbá, traz uma Amazônia primitiva e conta a história da criação do mundo na visão do povo Dessana, na qual toda a criação das pessoas veio das pedras e das casas de iniciação.

O diretor conta que, no primeiro ato, o público vê uma cidade deteriorada, cheia de sujeira, onde tem um homem que no meio dessa confusão conta a história Dessana. A partir disso é apresentado o templo dos deuses, com paredes de pedras, mostrando a criação do mundo de uma forma mítica e etérea.

“No segundo ato, temos a chegada do povo Dessana às casas de iniciação e mostramos a árvore que simboliza a Sumaúma e representa as raízes daquele lugar, pois agora que todos estão criados, o povo começará a construir suas raízes, seus costumes e sua visão de mundo”, explica Matheus Sabbá.

Dos mitos gregos para lendas regionais –  “Acis and Galatea” será uma ópera barroca, com uma temática ribeirinha. “Conversando com a diretora de cena Julianna Santos, pensamos em criar um cenário que mostra a transformação da Juta. Com o palco giratório, é possível criar uma temporalidade, mostrando todas as fases de produção da Juta”, destaca Giorgia Massetani.

A cenógrafa também explica que para este espetáculo foi feita uma transcrição dos mitos gregos para lendas regionais, como por exemplo, a ninfa semidivina Galatea simbolizada pela Mãe d’água Iara e o ciclope Polifermo como o monstro das florestas amazônicas Mapinguari.

 

Projeções 

A ópera “Florencia en el Amazonas” vem de Bogotá e conta com direção cênica por Pedro Salazar e cenários projetados de Julián Hoyos. O espetáculo terá um cenário com projeções que remetem à Amazônia, tendo como um dos principais elementos um grande navio, no qual a personagem Florencia Grimaldi embarca em uma viagem cheia de aventuras pelo rio Amazonas para reencontrar seu grande amor Cristóbal.

 

Lírico e poético 

“Kawah Ijen (Vulcão azul)” tem uma temática indonesiana e direção cênica por Willian Pereira. A cenógrafa Giorgia Massetani comenta que será criado um cenário limpo e que integra o estilo lírico e poético do diretor.

“Iremos recriar a textura do vulcão e sua lava, trabalhando com cores amarelas e simbolizando a extração do enxofre. Outro destaque é o instrumento da Indonésia, o Gamelão, que estará no palco do Teatro Amazonas”, finaliza Giorgia Massetani.

Sobre o Bradesco Cultura 

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco demonstra que acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte.

Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros. A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil.

Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, o São João de Campina Grande, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

21º Festival Amazonas Ópera começa neste sábado

A 21ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO) começa neste sábado, 28 de abril, e segue até o dia 2 de junho, com programação intensa que inclui, além das apresentações no palco do Teatro Amazonas, recitais no interior, concertos temáticos, exposições, intervenções artísticas, apresentações em formato pocket e até ópera delivery. Durante toda a temporada, serão 28apresentações na capital e no interior.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –; incentivo do Ministério da Cultura (MinC), através da lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa. Com direção artística de Luiz Fernando Malheiro e direção artística adjunta de Marcelo de Jesus, o festival terá participação de todos os Corpos Artísticos da SEC, além de artistas e produtores internacionais.

Abrindo a programação no dia 28, a ópera “Faust”, de Charles Gounod, fará uma homenagem aos 200 anos do nascimento do famoso compositor francês. Com três horas de duração, “Faust” conta a história do Doutor Faust que vende a alma para o diabo Mephistopheles, na tentativa de voltar à juventude e conquistar o amor de Marguerite. A ópera conta com um elenco internacional formado pela soprano francesa Isabelle Sabrié, como Marguerite; o tenor italiano Alessandro Luciano, como Faust; o baixo-barítono cubano Homero Perez, como Mephistopheles; o barítono uruguaio Marcelo Guzzo, como Valentin; a mezzo-soprano espanhola Anna Gomà, como Siebel; e os amazonenses Thalita Azevedo (mezzo-soprano), que interpreta Marthe, e Joubert Junior (barítono), Wagner.

“Faust” também será apresentada nos dia 4 e 5 de maio, com o Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica. Direção e regência: Luiz Fernando Malheiro.

Com uma produção inteiramente amazonense, “Dessana, Dessana”, de Adelson Santos, estreará no domingo (29/04), exibindo a identidade amazônica, apresentando novas linguagens, totalmente contemporânea. A ópera, que conta o mito do começo do mundo por meio da tradição do povo Dessana, tem duas horas de duração.

A ópera também será apresentada nos dias 3 e 5 de maio, com o Balé Folclórico do Amazonas, Coral do Amazonas, a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, tenores Enrique Bravo, Fabiano Cardoso, Humberto Vieira, Miquéias William, Juremir Vieira, Alberto Corrêa e Everaldo Barbosa, sopranos Tamar Marcelice, Carol Martins e Kátia Freitas, mezzo-sopranos Marinete Negrão e Kelly Fernandes, baixo Emanuel Conde, barítonos Joubert Junior e Moisés Rodrigues. Direção musical e regência: Otávio Simões.

Já “Florencia en el Amazonas”, do mexicano Daniel Catán, contará a história de Florencia, uma heroína amazonense que embarca em um navio na Colômbia com destino a Manaus, numa viagem cheia de surpresas. A estreia será no dia 12 de maio, com reapresentações nos dias 18 e 20 de maio, com o Coral do Amazonas, Orquestra Amazonas Filarmônica, sopranos Daniella Carvalho e Dhijana Nobre, baixo-barítono Homero Perez, tenor Eric Herrero, mezzo-soprano Mere Oliveira, barítono Inácio de Nonno e baixo Murilo Neves. Direção e regência: Luiz Fernando Malheiro.

“Acis and Galatea”, ópera barroca do alemão George Handel, inspirada no mito grego, num libreto de John Gay, retrata o amor de Galatea, uma ninfa semidivina e o pastor Acis, que sofre por conta do ciúme do ciclope Polyphemusque, rejeitado por Galatea, mata Acis. Para manter o amado ao seu lado mesmo após a morte, Galateatransforma Acis em igarapé. Terá apresentações nos dias 13, 17 e 19 de maio, com o Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Grupo Vocal do Coral do Amazonas, Solistas do Madrigal Ivete Ibiapina, Orquestra de Câmara do Amazonas, tenor Anibal Mancini, soprano Amanda Aparício e Mirian Abad e baixo Murilo Neves. Direção e regência: Marcelo de Jesus.

No dia 27 de maio, o Teatro Amazonas será palco da estreia mundial de “Kawah Ijen”, do compositor brasileiro João Guilherme Ripper, que foi encomendada especialmente para o FAO. A história se passa nos arredores do vulcão Kawah Ijen, na Indonésia, onde o dono de uma mineradora enriquece às custas da exploração dos habitantes da vila. Obrigados a chegar até as profundezas da cratera para recolher as melhores pedras de enxofre, os mineiros acabam por inalar o gás venenoso que os vitima ainda jovens. Graças ao pacto com a divindade do vulcão, o dono é protegido das constantes revoltas e ameaças do povo. Entretanto, uma inesperada reviravolta acontece quando ele cobiça e violenta uma jovem da vila que dará  luz aquele que mudará o destino de todos e do vulcão.

As reapresentações acontecerão nos dias 31 de maio e 02 de junho, no encerramento do Festival, com o Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas, Orquestra Amazonas Filarmônica, sopranos Isabelle Sabrié e Daniella Carvalho, tenores Daniel Umbelino e Juremir Vieira, baixo Murilo Neves, barítonos Homero Velho e Inácio de Nonno, e o ator Matheus Sabbá. Direção e regência: Marcelo de Jesus.

Na manhã desta quarta-feira (25/4), a programação completa do 21º FAO foi oficialmente lançada no hall do Teatro Amazonas, com a presença do secretário de Cultura Denilson Novo, da presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Ana Patrícia Cuvello, do diretor regional do Bradesco, João Pedro Villela, e dos maestros Luiz Fernando Malheiro e Marcelo de Jesus, diretores artísticos do FAO. A apresentação ainda contou com uma participação especial do Coral do Amazonas, que mostrou trechos da ópera “Dessana, Dessana”.

“Encaramos o FAO como um grande investimento para o nosso desenvolvimento cultural, principalmente, para o desenvolvimento da economia criativa que gira em torno da produção do Festival de Ópera, que emprega as pessoas que trabalham na confecção dos figurinos, cenários e artistas que se formam, veem perspectivas de crescimento, integram nossos Corpos Artísticos e se apresentam no Teatro Amazonas. Estamos escrevendo nossos capítulos deste festival e esperamos que esta história seja cada vez mais promissora”, declarou o secretário.

Os ingressos para as apresentações estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Parcerias – O 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO) tem contribuição internacional da Indonésia, Portugal, Colômbia e França nas obras que serão apresentadas no Teatro Amazonas.

Para “Kawah Ijen”, o governo da Indonésia doou um elemento novo para a história do Festival, o Gamelão, instrumento típico das Ilhas de Java e Bali, especialmente afinado para a execução da música em conjunto com orquestras filarmônicas. De Portugal, virão os instrumentistas que tocarão o Gamelão.

A Colômbia contribuirá com figurinos e cenários de “Florencia em el Amazonas”. São contribuição colombiana, por exemplo, o barco no qual Florencia viaja e telões de projeção.

Destaca-se, ainda, a parceria com a Aliança Francesa, que garantiu as aulas preparatórias para o Coral do Amazonas, que, em uma das montagens, cantará em francês.

Programação paralela – Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, Teatro da Instalação, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses.

O FAO contará, ainda, com o projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura – Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco demonstra que acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o LollapaloozaBrasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, o São João de Campina Grande, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

Serviço: 21º Festival Amazonas de Ópera

Data: Entre os dias 28 de abril e 2 de junho

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Setor laranja: R$ 60 (plateia, frisa e 1º pavimento), R$ 55 (2º pavimento); Setor amarelo: R$ 55 (plateia), R$ 45 (frisa), R$ 40 (1º pavimento) e R$ 35 (2º e 3º pavimentos); e Setor roxo: R$ 30 (1º pavimento), R$ 20 (2º e 3º pavimentos) e R$ 5 (camarotes extras 1º e 2º pavimentos), à venda na bilheteria do Teatro Amazonas e pelo site www.aloingressos.com.br.

Informações: (92) 3232-1768

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 28 de abril (sábado)

20h – “Faust”, no Teatro Amazonas

Dia 29 de abril (domingo)

19h – “Dessana, Dessana”, no Teatro Amazonas

Dia 3 de maio (quinta)

20h – “Dessana, Dessana”, no Teatro Amazonas

 

Dia 4 de maio (sexta)

20h – “Faust”, no Teatro Amazonas

Dia 5 de maio (sábado)

20h – “Dessana, Dessana”, no Teatro Amazonas

Dia 6 de maio (domingo)

19h – “Faust”, no Teatro Amazonas

Dia 8 de maio (terça-feira)

19h – Recital Amazônico, no Teatro da Instalação

Dia 11 de maio (sexta)

18h – Concerto em homenagem às mães, com a Orquestra de Violões, no Amazonas Shopping

19h – “Dessana, Dessana” (versão pocket), no Centro de Convivência da Família (CECF) Magdalena Arce Daou

Dia 12 de maio (sábado)

20h – “Florencia en el Amazonas”, no Teatro Amazonas

Dia 13 de maio (domingo)

15h – Concerto do Dia das Mães, com a Orquestra de Violões, no Shopping Ponta Negra

19h – “Acis and Galatea”, no Teatro Amazonas

20h – Recital Amazônico, na Praça do Riachuelo (Manacapuru)

Dia 17 de maio (quinta)

20h – “Acis and Galatea”, no Teatro Amazonas

Dia 18 de maio (sexta)

20h – “Florencia en el Amazonas”, no Teatro Amazonas

Dia 19 de maio (sábado)

19h – Recital Amazônico, na Praça do Dinossauro (Novo Airão)

20h – “Acis and Galatea”, no Teatro Amazonas

Dia 20 de maio (domingo)

17h – Recital Amazônico, na Escola Senador João Bosco, no Cacau Pirera

19h – “Florencia en el Amazonas”, no Teatro Amazonas

Dia 22 de maio (terça)

19h – Recital Amazônico, no Teatro da Instalação

Dia 26 de maio (sábado)

19h – Recital Amazônico, na Praça dos Três Poderes (Iranduba)

19h – “Dessana, Dessana” (versão pocket), no CECF Padre Pedro Vignola

Dia 27 de maio (domingo)

19h – “Kawah Ijen (Vulcão azul)”, no Teatro Amazonas

Dia 29 de maio (terça)

19h – “La Boheme”, Ópera Studio – UEA, no Teatro da Instalação

Dia 30 de maio (quarta)

19h – “La Boheme”, Ópera Studio – UEA, no Teatro da Instalação

Dia 31 de maio (quinta)

20h – “Kawah Ijen (Vulcão azul)”, no Teatro Amazonas

Dia 2 de junho (sábado)

20h – “Kawah Ijen (Vulcão azul)”, no Teatro Amazonas