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‘Kawah Ijen’ será estreia mundial no 21° Festival Amazonas de Ópera 

A obra, encomendada especialmente para o festival, será apresentada nos dias 27, 31 de maio e 2 de junho, no Teatro Amazonas

 

 

Karla Mendes

Com a presença de elementos como vulcão indonésio, teatro de sombras, instrumento musical internacional, além de composições inéditas, o público de “Kawah Ijen” (Vulcão Azul) – última estreia do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO) – encontrará magia e cultura no palco do Teatro Amazonas. O libreto do brasileiro João Guilherme Ripper, baseado na história original de Fernando Barata, terá estreia mundial no dia 27 de maio, às 19h.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

O barítono Homero Velho interpreta Van Roory. Foto: Michael Dantas/SEC

A ópera conta a história do holandês Van Roory, dono de uma mineração de enxofre na Indonésia, que vende sua alma à deusa do vulcão, Roro, com o objetivo de conseguir enxofre da melhor qualidade, além de riqueza e conforto. Em troca, ele deve alimentar Roro ininterruptamente com a alma de jovens mineiros e de suas mulheres, que morrem ao inalar os gases do vulcão. A tragédia começa quando o holandês se apaixona por Nabila, esposa do chefe de polícia, mas não é correspondido. Van Roory então armará um plano que mudará seu destino e a vida de Nabila.

De acordo com João Guilherme Ripper, compositor de “Kawah Ijen”, o processo de criação contou com a participação de três países: Brasil, Portugal e Indonésia.

“A composição de tudo começou em Portugal, quando Fernando Barata, que escreveu a história que deu origem a ‘Kawah Ijen’, me falou do desejo de transformar isso em uma ópera. A partir daí, comecei a trabalhar e entrar em um processo curioso de agregamento de outras pessoas nessa jornada. O maior desafio foi juntar as três pontas: Brasil, Indonésia e Portugal”, conta Ripper. “Primeiro eu escrevi o libreto e depois comecei a escolher as canções. O decisivo foi receber o ‘sim’ do maestro Luiz Fernando Malheiro para realizar esta ópera no Teatro Amazonas. Esta é uma obra especialmente feita para o 21º Festival Amazonas de Ópera. No palco convergem todos os esforços que começaram há um ano”.

O elenco é formado por Homero Velho (barítono), que interpreta Van Roory; Isabelle Sabrié (soprano), como Roro; Carol Martins (soprano), interpretando Nabila; Daniel Umbelino (tenor), como Gandung; Juremir Vieira (tenor), como Kasidi; Murilo Neves (baixo), como Ahmed; Inácio de Nonno (barítono), que é Agus; e Matheus Sabbá, como empregado de Van Roory.

A soprano francesa Isabelle Sabrié, que também participou de “Faust” no FAO deste ano, interpretará a divindade indonésia que se alimenta da alma de jovens mineiros. Para a artista, o destaque de “Kawah Ijen” é a originalidade da ópera.

“Para mim é fascinante. Se trata de criar um papel que nunca foi cantado antes e que foi até escrito para minha voz, por isso, estou imensamente honrada e feliz. Para o Amazonas, uma cooperação com a Indonésia é um ganho imenso, o de  ter uma estreia mundial, algo muito raro no mundo da ópera internacional”, comenta a cantora.

Isabelle Sabrié será a deusa do vulcão, Roro. Foto: Michael Dantas/SEC

Sabrié conta, também, que possui técnicas específicas para a interpretação em “Kawah Ijen”. “Neste papel estou me preparando tecnicamente com uma voz mais grave da que fiz em Marguerite. Estou trabalhando um pouco de dança da Indonésia, para que as atitudes e movimentos sejam parecidos com os movimentos indonésios”, revela a soprano. “O maior desafio para mim  é ser uma deusa  do mundo fantástico e mesclar isso com algo mítico e religioso,  contrastando com papeis que ao mesmo tempo são muito realistas”.

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA), o Coral do Amazonas e a Amazonas Filarmônica darão brilho à apresentação sob a direção musical e regência de Marcelo de Jesus, direção cênica e desenho de luz de Willian Pereira, figurinos de Olintho Malaquias, cenários de Giorgia Massetani e coreografia de Tíndaro Silvano.

Gamelão

Outro destaque de “Kawah Ijen” é o Gamelão, instrumento musical coletivo típico das ilhas de Java e de Bali. O objeto é composto por xilofones, tambores, gongos, instrumentos de cordas e metalofones. O Gamelão foi encomendado e doado pelo Governo da Indonésia, por meio do embaixador Toto Riyanto, para o 21º FAO.

O diretor musical de “Kawah Ijen”, maestro Marcelo de Jesus, afirma que o instrumento, que será tocado por músicos portugueses, deve ser utilizado posteriormente para o ensino de percussionistas amazonenses.

“O Gamelão vai ser tocado por oito percussionistas de Portugal, isso porque uma das melhores percussionistas do mundo, Elisabeth Davis, do Teatro São Carlos, de Lisboa, participou da idealização da ópera e tem um grupo que toca Gamelão e que vem participar do FAO em Manaus. A ideia é que estes músicos ensinem como manusear o instrumento, para formarmos a primeira escola do gênero na América Latina”, explica o maestro.

Marcelo comenta, ainda, que o público de Manaus é muito privilegiado por receber uma estreia mundial. “Não é toda hora que temos a estreia de um compositor brasileiro, isso é mais um ineditismo do FAO. Sem contar que a obra é linda, com um elenco maravilhoso. Na composição, o Ripper fez uma verdadeira obra de arte”, afirma.

Além do dia 27 de maio, “Kawah Ijen” (Vulcão Azul) será reapresentada  nos dias 31 de maio e 2 de junho, às 20h, no Teatro Amazonas.

Os ingressos para as apresentações estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.
Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: ‘Kawah Ijen’ terá estreia mundial no 21° Festival Amazonas de Ópera

Data/hora: Dia 27 de maio, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60

Manacapuru e Novo Airão receberam o ‘Recital Amazônico’ no último fim de semana

Próximas apresentações acontecerão no dia 22, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba

 

 

Karla Mendes e Suelen Reis

Os municípios de Manacapuru e Novo Airão receberam, no último fim de semana, o “Recital Amazônico”, formado por obras de compositores amazonenses, interpretadas também por talentos do Estado. A programação faz parte do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que continua até o dia 2 de junho.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Na sexta-feira (18/05), a apresentação aconteceu às 20h, na Praça Riachuelo, na zona central de Manacapuru; e contou com a participação de sete artistas: Katia Freitas, Marinete Negrão, Yana Stravaganzzi, Miquéias William, Josenor Rocha, Roberto Paulo e André dos Santos, que mostraram seus talentos cantando clássicos brasileiros e amazônicos.

A dona de casa Maria Irailde, de 56 anos, contou que estava caminhando pela praça quando viu o começo do recital. Ela conta que é a primeira vez que assiste a trechos de ópera.

“Achei bem interessante. Aqui, em Manacapuru, estamos acostumados com ciranda e uma música mais agitada, por isso, quando passei, a música me chamou a atenção. Achei todos muito talentosos”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Lurdem Cley de Almeida, considera importante a realização de ações culturais em praças e locais públicos.

“Estou encantado e tenho certeza que essa apresentação deixou o público na expectativa por mais. A SEC sempre está de portas abertas ao nosso município e isso me deixa muito feliz e com mais vontade de fazer novas parcerias”, comentou Almeida.

Com cerca de uma hora de duração, o recital foi composto canções de nomes como Pedro Amorim, Arnaldo Rebello, Cláudio Santoro e Lindalva Cruz.

A família do tenor Miquéias William, que mora em Manacapuru, se reuniu e compareceu ao Recital para prestigiar a atuação do cantor. Miquéias, que apresentou a canção “Canta o Uirapuru”, disse estar emocionado com a presença da família.

“Para mim é motivo de orgulho ver as pessoas que eu amo, minha família, a minha terra – apesar de não ter nascido em Manacapuru me considero conterrâneo – prestigiar meu trabalho e gostar do que faço. Espero que aconteçam cada vez mais ações do tipo”, contou.

Novo Airão

Foto: Michael Dantas/SEC

 

Em Novo Airão, o recital aconteceu na Praça do Dinossauro, na noite de sábado (19/05), com um público de 250 pessoas.

Antes de a apresentação começar, um grupo de seis crianças se posicionou na primeira fila de cadeiras. Uma delas se destacava, era Elias dos Santos, de 8 anos, que esperava ansioso o início do recital.

“Gosto muito de música clássica. Eu vejo os vídeos na Internet, não sei o nome das músicas, mas eu gosto, é muito bonito. Quando passou o carro de som avisando que ia ter recital, eu disse que queria assistir”, contou.

O “Recital Amazônico” em Novo Airão teve a participação dos cantores Roberto Paulo (baixo), Elane Monteiro (soprano), Carolina Mendonça (soprano), Raquel de Queiroz (mezzo-soprano), Humberto Vieira (tenor) e Josenor Rocha (barítono); e com o pianista André dos Santos. A apresentação teve uma hora e um formato didático, com os cantores apresentando os compositores das músicas e um pouco da história de algumas das canções, entre elas “Cantigas praianas n° 2”, de Nivaldo Santiago; “Luar do meu bem”, de Claudio Santoro; “Mani Mani”, de Arnaldo Rebelo; “A Yara” e “Curupira”, de Pedro Amorim.

Ao final do recital, o pequeno Elias se mostrou encantado. “Foi muito legal! Todos os cantores são ótimos e saber que as músicas são de amazonenses é uma inspiração. Acho que as pessoas de Novo Airão também podem seguir os passos deles”, comentou.

O secretário de Turismo do município, Kleber Bechara, destacou que a iniciativa é importante, pois possibilita a população o contato com outras expressões culturais.

“Achei fantástico! É uma oportunidade que o Governo está dando para a população dos municípios, de ter contato com outras manifestações artísticas, uma coisa mais erudita que, teoricamente, está longe do cotidiano do povo do interior”, disse Bechara. “Uma iniciativa que enriquece, pois traz uma diversidade cultural interessante e que expõe ao público uma expressão cultural muito nobre”.

A professora e historiadora Euci Feitoza, que registrou boa parte da apresentação em vídeo e fez questão de fazer fotos com os artistas,  também ressaltou o estímulo ao conhecimento de outras linguagens artísticas.

“Achei maravilhoso, extraordinário e surreal porque quem poderia imaginar ópera em Novo Airão?”, apontou. “Eu gosto muito e já assisti no Teatro Amazonas. O Festival de Ópera do Amazonas é reconhecido no mundo todo e isso estimula uma nova cultura. Para nós, do município, não é uma realidade, mas a programação apresentou esse estilo de música. As pessoas só sabem se gostam de alguma coisa a partir do momento que conhecem, e hoje eu fiquei muito feliz porque vi muitos jovens, muitas crianças apreciando o recital. É uma grande oportunidade de despertar para uma nova cultura, uma nova arte”.

Ópera delivery

Foto: Divulgação

Após o recital na praça, a equipe da SEC descobriu o aniversário de 15 anos de Lara Gabrielly Alves e a presenteou com um “Ópera delivery especial”, fazendo uma apresentação surpresa na festa, com todos os artistas cantando.

Próximas edições

As próximas edições do “Recital Amazônico” acontecerão no dia 22, às 19h, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba.

Festival Amazonas de Ópera

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Próximas edições do “Recital Amazônico”

Data/hora/local: dia 22 de maio, às 19h, no Teatro da Instalação, em Manaus; e no dia 26, às 19h, na Praça dos Três Poderes, em Iranduba

Entrada: Gratuita

 

Solista internacional Homero Perez ministra aula de canto no Palácio da Justiça 

 Master class faz parte da contrapartida do projeto do 21º Festival Amazonas de Ópera

 

 

Sérgio Rodrigues

Mais de 30 pessoas acompanharam a aula de canto de um dos destaques do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), o barítono cubano Homero Perez, que revelou alguns dos segredos de seu alcance vocal no Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), na tarde desta quarta-feira (16). O master class é uma das contrapartidas do projeto artístico do FAO, que terá mais uma oficina na semana que vem.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Homero Perez, além de palestrar, convidou alunos a cantar com ele e apontou detalhes para melhorar a performance. O barítono destacou a importância da respiração e de conseguir uma voz clara no momento do canto. “A voz clara é luminosa e encanta. É necessário dedicação e esforço para conseguir um som limpo, que será melhor entendido pelo público e vai contribuir melhor com o espetáculo como um todo”, declarou.

Perez interpretou o demoníaco Mefistófeles na ópera de estreia do 21º FAO, “Faust”, de Charles Gounod, e arrancou aplausos do público pela voz e interpretação. Essa última característica também foi abordada pelo cubano durante a aula no Palácio da Justiça.  “O cantor precisa cultivar-se, estudar, sair, conhecer, ficar menos tempo ligado em dispositivos celulares”, disse Perez.  “Quando estava me preparando para o papel de Mefistófeles li todos os livros alegóricos ao papel do demônio para que pudesse entender o personagem. Não vale Wikipédia, Google, é preciso aprofundar-se a aprender sobre os personagens que serão interpretados”, apontou o cantor, que também fez Riolobo na ópera “Florencia en el Amazonas”.

Muitos integrantes do Coral do Amazonas, corpo artístico do Estado, participaram da aula. Entre eles, Diógenes Lira, 40. “O Homero é um pessoa muito gentil e falou sobre vários aspectos do canto. Um dos principais foi como temos a impressão, como cantores, de que temos que escurecer a voz durante o canto, deixando a letra um pouco incompreensível,  e ele ensinou uma outra forma de cantar, deixando o som mais nítido para as pessoas entenderem. Foi didático e esclarecedor”, disse.

Outro integrante do Coral, Alexandre Tiago Frota, 33, destacou a gentileza e a abertura de Homero para falar com os alunos. “Ele se mostrou muito receptivo com todos até mesmo quando estávamos no Teatro acompanhando ele na ópera, isso foi muito legal. As dicas foram de grande valia e crescimento, principalmente, no cuidado com a respiração para o canto”.

Oficinas

No dia 24 de maio, quinta-feira, será realizada uma oficina de cenografia com Giorgia Massetani, a partir das 14h na Central Técnica de Produção da SEC, localizada no bairro Cachoeirinha, também como contrapartida do 21º FAO.

Ainda segundo o maestro marcelo de Jesus, diretor adjunto artístico do FAO, uma oficina de iluminação também está prevista para ocorrer na semana de estreia da última ópera do 21º FAO, a obra “Kawah Ijen – Vulcão  Azul”. “A oficina será com Fábio Retti, um dos principais iluminadores associados à ópera no País, e também será uma ótima oportunidade. Ainda estamos organizando a data exata em que ela será realizada”.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Oficina de Cenografia com Giorgia Massetani

Datahora: 24 de maio, quinta-feira,  a partir das 14h

Local: Central Técnica de Produção (CTP) – Rua Carmem Miranda, 1297 , Cachoeirinha

 

 

 

21º FAO oferece programação de oficinas e master classes a partir desta quarta-feira (16)

Programação faz parte da contrapartida do projeto artístico do FAO

 

 

Sérgio Rodrigues

Como contrapartida do projeto do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), serão realizadas oficinas para membros dos Corpos Artísticos do Estado, que também estarão abertas para estudantes e professores da área de música. A partir desta quarta-feira (16), o barítono cubano Homero Perez, destaque da ópera “Faust”, realiza um master class de canto. Já no dia 24 de maio, Giorgia Massetani fala sobre cenografia.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

O diretor artístico adjunto do FAO, Marcelo de Jesus, explica que é essencial, como contrapartida, que artistas nacionais e internacionais estejam à disposição do aperfeiçoamento artístico local. “Colocar um artista do nível de Homero Perez ao alcance de nossos solistas e do nosso Coral é extremamente importante para a arte. Eles dão outra visão sobre o fazer artístico e contribuem para o desenvolvimento dos cantores. Está aberto para quem tiver interesse, principalmente para os estudantes de canto. Não é preciso inscrição, apenas comparecer ao local”, informa o maestro.

O cubano Homero Perez interpretou o diabo Mefistófeles na ópera “Faust” e chamou atenção da plateia pela voz marcante e interpretação. Ele também está na ópera “Florencia en el Amazonas”, no papel de Rio Lobo. Com estreia nos palcos em 2003, em Santiago, Perez já passou por diversos papeis em obras de Wagner, Verdi e Charles Gounod. A oficina com o barítono acontece nesta quarta-feira, a partir das 15h, no Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), localizado na avenida Eduardo Ribeiro.

Cenografia

No dia 24 de maio, quinta-feira, será a vez da oficina de cenografia com a cenógrafa e pintora Giorgia Massetani, que acontecerá a partir das 14h, no Centro de Produção Técnica (CTP). Conforme o diretor artístico adjunto do FAO, estudantes e técnicos interessados em produção de ópera terão oportunidade de saber como foram concebidos os cenários do FAO.

Formada pela Academia di Belle Arti di Firenze, na Itália, Giorgia se especializou em Técnicas Plásticas para Cenografia Teatral e História de Espetáculos. A cenógrafa teve sua primeira participação no FAO em 2012 e já trabalhou em diversos eventos de ópera pelo mundo. “A Giorgia foi responsável por todos os cenários do FAO e poderá explicar com detalhes como funciona essa produção”, ressalta o maestro Marcelo de Jesus.

Ainda segundo o maestro, uma oficina de iluminação também está prevista para ocorrer na semana de estreia da última ópera do 21º FAO, a obra “Kawah Ijen – Vulcão  Azul”. “A oficina será com Fábio Retti, um dos principais iluminadores associados à ópera no País, e também será uma ótima oportunidade. Ainda estamos organizando a data exata em que ela será realizada”.

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Masterclass de canto lírico com o barítono cubano Homero Perez

Data/ hora: 16 de maio, quarta-feira, a partir das 15h

Local: Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), Avenida Eduardo Ribeiro, 901

Entrada: Gratuita

 

Serviço: Oficina de Cenografia com Giorgia Massetani

Data/ hora: 24 de maio, quinta-feira,  a partir das 14h

Local: Centro de Produção Técnica (CTP)

Entrada: Gratuita

 

‘Florencia en el Amazonas’ marca terceira estreia do 21º FAO com enredo sobre artista amazonense 

 

Obra ainda não havia sido apresentada no Brasil e tem Manaus e o Amazonas como pano de fundo

 

 

Sérgio Rodrigues

A história dos viajantes do barco “El Dorado” pelo Rio Amazonas foi o enredo da terceira estreia do 21º Festival Amazonas de Ópera, na noite de sábado, no Teatro Amazonas. A ópera do compositor Daniel Catán, “Florencia en el Amazonas”, foi encenada pela primeira vez no Brasil e o público, de quase 500 pessoas, pôde acompanhar uma produção internacional, em parceria com a Colômbia, para contar a história da soprano Florência Grimaldi, uma artista amazonense de sucesso que viaja a Manaus para encontrar seu grande amor.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Com estreia em 1996 e já encomendada pelas óperas de Houston, Los Angeles e Seattle, “Florencia” foi apresentada também em Nova Iorque, Boston, Heidelberg (Alemanha), Bogotá, México, Cincinnati, Denver, entre outras capitais no mundo, porém, ainda não havia sido apresentada no lugar que serviu de inspiração para a história: Manaus. No Teatro Amazonas, o público se impressionou com o barco El Dorado que se monta e desmonta durante os atos para apresentar o lado de cada personagem. A soprano Daniella Carvalho, que interpretou Florencia, afirmou que o público vai se impressionar a cada apresentação.

“Percebi uma emoção muito grande do público, parece que todos gostaram muito. Uma obra que fala de Manaus e com tanta vontade de que a história toque o público é muito importante, ainda mais com o elenco tão talentoso e uma produção impecável. Quem vier vai se impressionar com tantos detalhes e surpresas desta ópera”, disse a soprano Daniella Carvalho.

O baixo Murilo Neves, que interpretou o capitão do “El Dorado”, também  ressaltou a emoção de apresentar uma ópera que tem o Amazonas como pano de fundo no 21º FAO. “É uma obra que fala de paixão, de ópera, de uma soprano que está indo a Manaus para se apresentar no Teatro Amazonas, então é uma emoção indescritível poder participar desta produção”, declarou.

O tenor Eric Herrero fez o sobrinho do capitão, Arcadio, que sonha em se tornar piloto e é atormentado pelo trabalho que faz, apresentando mais uma das histórias que se encontram com a da soprano Florencia Grimaldi no “El Dorado”. O solista ressalta a beleza e ao mesmo tempo a dificuldade de orquestrar a obra.

“É de uma beleza e complexidade incrível e termos o maestro Luiz Fernando Malheiro, que sabe conduzir orquestra como ninguém, consegue exaltar toda a grandiosidade da obra. Estou muito feliz pela recepção do público e também por estar apresentando meu quadragésimo personagem com colegas e musicistas maravilhosos”, afirmou.

Público

Pela primeira vez no FAO, Renato Farache, 22, disse que teve uma experiência única na noite de sábado. “Nunca havia assistido a uma ópera e adorei. Fiquei sabendo pelas redes sociais e portais e minha mãe acabou me incentivando para vir. A parte que mais gostei foi quando todo o elenco canta junto no final da história, foi marcante”, comentou.

Letícia Malveira, 19, vem todos os anos para o FAO e disse que se impressionou com a produção de “Florencia en el Amazonas. “A experiência de hoje foi incrível. Ainda não tinha visto essa ópera e achei muito bem produzido, com cantores sensacionais, me emocionei bastante. Acho que o FAO só melhora com o tempo”.

A professora boliviana Martha Cabrejos, 84, também é veterana do FAO, acompanhando desde a primeira edição. Para ela, o festival e o Teatro Amazonas são símbolos mundiais da arte. “Amo a arte e este festival representa a arte mais sublime. O Teatro Amazonas não deve nada a nenhum outro teatro do mundo, e espero que as pessoas conheçam ainda mais este patrimônio”, declarou.

“Florencia en el Amazonas” ainda terá apresentações nos dias 18, às 20h, e 20 de maio, às 19h. Na noite deste domingo (13) acontece a quarta estreia do FAO, a ópera “Acis and Galatea”, às 19h.

Ficha Técnica:

Florencia Grimaldi – Daniella Carvalho (soprano)

Riolobo – Homero Perez (baixo-barítono)

Rosalba – Dhijana Nobre (soprano)

Arcadio – Eric Herrero, (tenor)

Paula – Mere Oliveira (mezzo-soprano)

Alvaro – Inácio de Nonno (barítono)

Capitán – Murilo Neves (baixo)

Corpos artísticos: Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica

Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção cênica: Pedro Salazar

Figurinos: Olga Maslova

Cenários: Julián Hoyos

Desenho de vídeo: Michelle Ospina

Desenho de luz: Humberto Hernández

 

Festival Amazonas de Ópera 

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

 

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

‘Acis and Galatea’ propõe laboratório de ópera barroca no 21º Festival Amazonas de Ópera

Obra de Georg Friedrich Händel, de 1718, será apresentada no domingo, às 19h

 

 

Sérgio Rodrigues

Baseada em um mito grego, com libreto de John Gay, a ópera barroca de Georg Friedrich Händel, de 1718, será apresentada em um formato especial e com adaptação para a mitologia amazônica no 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO). Com direção musical e regência do maestro Marcelo de Jesus, a ópera será encenada neste domingo, às 19h.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

De acordo com Marcelo de Jesus, que também é diretor artístico adjunto do festival,  a obra não é comum nos repertórios das orquestras do País, devido aos desafios de se realizar a ópera barroca. O maestro explica que para a ópera de Händel será proposto um laboratório, traduzindo a obra para os dias de hoje.

“É impossível fazer uma leitura de época, porque teríamos que ter os instrumentos de época. Mas faremos algo que ainda é muito novo, que é realizar a música barroca com instrumentos da atualidade”, diz. “Ao mesmo tempo, teremos algumas novidades, como o músico Anderson Lima, que tem um grupo de música barroca na Argentina, e trará para o festival  um arquialaúde e uma guitarra barroca”, revela.

Pela dificuldade técnica exigida pela obra, o maestro revela que a ópera é uma das mais ensaiadas do 21º FAO.  “Em comparação com ‘Faust’, que teve mais de 80 pessoas no fosso da orquestra, ‘Acis’ terá apenas 13 pessoas. A música barroca é muito refinada e artesanal e exige muito preparo para se alcançar a excelência.  Por isso estamos propondo um laboratório de ópera barroca”, ressalta.

O enredo da ópera conta, em dois atos, a história da ninfa semi-divina Galatea, que se apaixona pelo pastor Acis. Porém, o ciclope Polifemo, por sua vez encantado com a ninfa, assassina brutalmente o pastor, que é imortalizado em um riacho pelos poderes de Galatea. Para incentivar ainda mais a imersão do espectador do 21º FAO, o cineasta Sérgio Andrade foi convidado para a concepção cênica da obra, que envolveu achar similaridades entre as mitologias grega e amazônica.

“Para aproximar mais o espectador deste terreno da música barroca, o Sérgio Andrade fez uma transcrição destes mitos para o amazônico. Os mitos têm similaridades, pois fazem parte do inconsciente coletivo da humanidade, então conseguimos encontrar estas identificações e adaptar os personagens. Polifemo vira Mapinguari, o ciclope amazônico; Galatea é Iara, sereia e deusa indígena; e Acis é um ribeirinho, que trabalha com juta. Esta adaptação ocorreu de forma bem natural, se encaixando na obra”, explica Marcelo de Jesus.

O elenco conta com o tenor Anibal Mancini, como Acis; a soprano amazonense Amanda Aparício, como Galatea; o baixo Murilo Neves, como Polifemo; e a também soprano amazonense Mirian Abad, como Damon. Pela primeira vez num papel de protagonista no FAO, a solista Amanda Aparício afirma que o público vai se encantar pela história da ninfa semi-deusa que se deixa apaixonar por um mortal.

“Foi desafiador e emocionante interpretar Galatea, que se mostra determinada em amar o pastor apesar de todos os empecilhos que tentam separá-los. As músicas são extremamente lindas e acompanham um enredo cativante e tenho certeza que, junto às referências da nossa mitologia, o público vai se apaixonar pela ópera”.

“Acis and Galatea” terá reapresentações nos dias 17 e 19 de maio, às 20h, no Teatro Amazonas.

 

Ficha Técnica

Acis – Anibal Mancini  (tenor)

Galatea – Amanda Aparício  (soprano)

Polifemo – Murilo Neves (baixo)

Damon – Mirian Abad (soprano)

Corpos artísticos:  Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas, solistas do Madrigal Ivete Ibiapina e Orquestra de Câmara do Amazonas

Direção Musical E Regência: Marcelo De Jesus

Concepção Cênica: Sérgio Andrade

Direção Cênica: Julianna Santos

Cenografia: Giorgia Massetani

Figurinos: Laura Françoso

Desenho De Luz: Humberto Hernández

Coreografia: Tindaro Silvano

 

Festival Amazonas de Ópera

Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas:  “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

 

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: Estreia da ópera “Acis and Galatea”

Data/hora: Dia 13 de maio, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60

 

 

Ópera ‘Florencia en el Amazonas’ conta história de amor e fantasia neste sábado

Obra do 21º Festival Amazonas de Ópera será encenada no Teatro Amazonas, às 20h

 

 

Sérgio Rodrigues

Um barco será montado no palco do Teatro Amazonas e mostrará a viagem de uma famosa soprano que sonha em se apresentar na capital do estado e encontrar seu grande amor. Este é o enredo da ópera “Florencia en el Amazonas”, que estreia neste sábado (12/05), às 20h, na programação 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO).

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Com estreia em 1996, “Florencia” é uma produção colombiana, com composição do mexicano Daniel Catán e libreto de Marcela Fuentes-Berain, que se inspirou nos personagens de Gabriel Garcia Márquez, incluindo, na história, os elementos do realismo mágico no qual o escritor era mestre. Em dois atos, é contada a jornada da famosa soprano Florencia Grimaldi, que viaja o rio Amazonas no navio “El Dorado”, esperando que a apresentação no Teatro Amazonas chame a atenção de Cristóbal, um caçador de borboletas que desapareceu na floresta.

“‘Florencia en el Amazonas’ é uma produção espetacular que terá um barco montado no palco do Teatro Amazonas contando uma história com elementos que conhecemos tão bem na região em que vivemos. O público pode esperar uma história emocionante, que comoveu públicos em diversas capitais do mundo”, comenta o maestro Luiz Fernando Malheiro, responsável pela direção musical e regência.

De acordo com a diretora executiva do FAO, Flávia Furtado, o figurino e outros elementos do cenário foram enviados da Colômbia para a realização de “Florencia”. “O barco, parte essencial da história, será montado aqui, mas os figurinos, assinados por Olga Maslova, e os telões que serão usados no espetáculo são parte da produção colombiana”, explica.

O elenco conta com Daniella Carvalho (soprano) como Florencia; o cubano Homero Perez (baixo-barítono), que interpretou Mephistopheles em “Faust” e agora fará o papel de Riolobo; a amazonense Dhijana Nobre (soprano), como Rosalba; Eric Herrero (tenor), como Arcadio; Mere Oliveira (mezzo-soprano), que fará Paula; Ináccio de Nonno (barítono), como Alvaro e Murilo Neves (baixo), fará o Capitán. A ópera terá a Orquestra Amazonas Filarmônica e o Coral do Amazonas.

No papel principal de Florencia, a soprano carioca Daniella Carvalho declara que interpretar a personagem é apaixonante, devido à riqueza da obra. “É uma linda história de amor em que o canto é veículo da união de duas almas, pois, Florencia diz que foi no acordar e dormir com seu amor Cristóbal que a sua voz cresceu. Musicalmente é uma obra muito interessante e rica, com o realismo expressado por meio do amor nas linhas dos personagens e temas”.

Interpretando a jornalista Rosalba, que acompanha Florencia no barco para escrever sobre a vida da soprano, Dhijana Nobre declara que a ópera é intensa e prende a atenção do início ao fim. “O público pode esperar uma composição linda, cenários incríveis e um enredo apaixonante”, diz. “Interpretar a Rosalba é um desafio, porém, é uma personagem muito bonita que aprende que pode se entregar novamente ao amor durante a viagem com Florencia”, complementa a cantora, que participa desde 2013 do FAO, como solista.

A ópera “Florencia en el Amaoznas” terá reapresentações nos dias 18 de maio, às 20h, e 20 de maio, às 19h.

Ficha Técnica:

Florencia Grimaldi – Daniella Carvalho (soprano)

Riolobo – Homero Perez (baixo-barítono)

Rosalba – Dhijana Nobre (soprano)

Arcadio – Eric Herrero, (tenor)

Paula – Mere Oliveira (mezzo-soprano)

Alvaro – Inácio de Nonno (barítono)

Capitán – Murilo Neves (baixo)

Corpos artísticos: Coral do Amazonas e Orquestra Amazonas Filarmônica

Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção cênica: Pedro Salazar

Figurinos: Olga Maslova

Cenários: Julián Hoyos

Desenho de vídeo: Michelle Ospina

Desenho de luz: Humberto Hernández

 

Festival Amazonas de Ópera

Neste ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço:  21º FAO apresenta ópera “Florencia en el Amazonas”

Data/ hora: 12 de maio, sábado, às 20h; 18 de maio, às 20h; 20 de maio, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Ingressos na bilheteria do Teatro e no site aloingressos.com.br

Coreógrafo Tíndaro Silvano fala sobre as criações para o 21º Festival Amazonas de Ópera 

O artista assina as coreografias de ‘Acis and Galatea’ e ‘Kawah Ijen (Vulcão Azul)’

 

Karla Mendes

Responsável pelas coreografias de “Kawah Ijen (Vulcão Azul)” e “Acis and Galatea”, que serão interpretadas, respectivamente, pelo Corpo de Dança do Amazonas (CDA) e pelo Balé Experimental do CDA – que fazem parte dos Corpos Artísticos da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) –, o coreógrafo mineiro Tíndaro Silvano fala do trabalho no 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO).

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Tíndaro Silvano é coreógrafo, bailarino, maître de ballet e percorre diversos países ministrando técnicas de dança para grupos artísticos que participam de festivais e espetáculos. O coreógrafo, que descende de uma família de professores e artistas, trabalha com artes cênicas e dança desde os 15 anos de idade. Tíndaro, que também criou a coreografia de “Tannhäuse”, no FAO 2017, conta que desde o início do Festival Amazonas de Ópera já desejava fazer parte do projeto.

“Eu ouço falar no Festival de Ópera desde o começo. Hoje, todos nós sabemos que é um projeto consagrado e há muitos anos eu já flertava profissionalmente com a equipe daqui. Coincidentemente, em um encontro no ano passado, os coordenadores do FAO me convidaram para coreografar uma récita. Eu adorei tanto a proposta que neste ano estou aqui novamente”, comenta.

Nascido em Minas Gerais, Tíndaro criou mais de 15 coreografias para o corpo de Dança de seu estado, entre os anos de 1986 e 1988. Em 2018, Tíndaro contribuirá para o FAO coreografando “Acis and Galatea” e “Kawah Ijen (Vulcão Azul)”.

“Estou muito feliz com o convite, apesar do tempo corrido que tenho por conta de muitos projetos. No dia a dia em Manaus, eu intercalo minha agenda entre ensaios, estudos coreográficos e mais ensaios. Quando viajo a trabalhos como este, já venho com todas as ideias e concepções em mente para executar assim que desembarco”, destaca.

 

Foto: Michael Dantas/SEC

 

Como bailarino, Tíndaro já passou pela Companhia de Dança do Palácio das Artes, de Minas Gerais; Companhia de Dança do Ballet Guaíra, de Curitiba; Cia de Dança do Ballet Gulbenkian, de Lisboa; e Companhia de Dança do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O coreógrafo, que já chegou a países como Alemanha, Finlândia e Argentina ministrando técnicas de dança, reafirma a qualidade artística do CDA.

“Eu transito em diversos lugares do mundo e não vejo grandes diferenças entre as companhias de dança da Europa e o CDA. Geralmente esses grupos têm as mesmas caraterísticas”, conta. “Um diferencial que vejo é o Governo do Estado manter estes grupos artísticos na região. Enquanto os estados do Sul e Sudeste do Brasil estão lutando para manter seus artistas, no Amazonas é uma maravilha ver esse trabalho acontecer a todo vapor e com apoio”.

Acis and Galatea

Ópera barroca do alemão George Handel, inspirada no mito grego, num libreto de John Gay, retrata o amor de Galatea, uma ninfa semidivina e o pastor Acis, que sofre por conta do ciúme do ciclope Polyphemusque, que rejeitado por Galatea, mata Acis. Para manter o amado ao seu lado mesmo após a morte, Galatea transforma Acis em igarapé.

Para esta récita, Tíndaro adianta: “Essa é uma ópera pastoral. Nela, as bailarinas terão uma movimentação mais aquática, pelo fato delas serem a mistura de ninfas e sereias. O diferencial da movimentação desses personagens é sua adaptação criada à mitologia amazônica”.

Terá apresentações nos dias 13, 17 e 19 de maio, com o Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Grupo Vocal do Coral do Amazonas, Solistas do Madrigal Ivete Ibiapina, Orquestra de Câmara do Amazonas; tenor Anibal Mancini; sopranos Amanda Aparício e Mirian Abad; e baixo Murilo Neves. Direção e regência: Marcelo de Jesus.

Kawah Ijen (Vulcão Azul)”

No dia 27 de maio, o Teatro Amazonas será palco da estreia mundial de “Kawah Ijen”, do compositor brasileiro João Guilherme Ripper, que foi encomendada especialmente para o FAO.

A história se passa nos arredores do vulcão Kawah Ijen, na Indonésia, onde o dono de uma mineradora enriquece às custas da exploração dos habitantes da vila. Obrigados a chegar até as profundezas da cratera para recolher as melhores pedras de enxofre, os mineiros acabam por inalar o gás venenoso que os vitima ainda jovens. Graças ao pacto com a divindade do vulcão, o dono é protegido das constantes revoltas e ameaças do povo. Entretanto, uma inesperada reviravolta acontece quando ele cobiça e violenta uma jovem da vila que dará luz aquele que mudará o destino de todos e do vulcão.

“Procurei trazer movimentações fortes e vibrantes, além de coloridas. Em ‘Kawah Ijen’ procurei algo mais visceral e espiritualizado”, destaca Tíndaro.

Os ingressos para as apresentações estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros. A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Estreia de ‘Dessana, Dessana’ em formato de ópera marca FAO 2018

Obra será reapresentada nos dias 3 e 5 de maio, às 20h, no Teatro Amazonas

 

 

Suelen Reis

Clássico amazônico, “Dessana, Dessana”, já revisitado inúmeras vezes em musicais e concertos, estreou no último domingo (29/04) em forma de ópera, no palco do Teatro Amazonas, durante o 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO). A montagem, que conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena, começa com o narrador invocando o mito do começo do mundo em pleno caos urbano de Manaus.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

O tenor Enrique Bravo, que interpreta Dessana, o narrador do mito, falou da responsabilidade de fazer o clássico.

“Em forma de ópera ela é muito mais difícil e, por ser uma obra tão tradicional, muito esperada pela classe artística, foi um desafio e um privilégio”, disse. “Dessana vem como um ativista que tem contato com a cultura indígena e que foi fortemente impactado com isso. Para compor, pensei na emoção após aquele dia em que o índio foi assassinado no ponto de ônibus em Brasília, e criei um Dessana que está revoltado e precisa contar essa história que engloba a criação do mundo”.

A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC
A montagem conta a história da criação do universo de acordo com a visão indígena. Foto: Michael Dantas/SEC

 

A reprodução da cosmogonia dos povos do Rio Negro, com Yebá-Beló, a avó do mundo, vivida por quatro atrizes, sobre um clarão de quartzo contando como criou o mundo; a travessia dos homens e mulheres inicialmente criados pelo lago de leite; a presença do homem branco, que logo é banido por Boleka e Sulãn-Panlãmin, líderes do povo recém-criado; assim como a apresentação das festas e dos rituais, toda a representação mítica foi feita com total sincronia entre a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, o Coral do Amazonas e o Balé Folclórico do Amazonas.

A versão agradou os criadores da obra. Da plateia, Adelson Santos, compositor da música de “Dessana, Dessana”, disse que a obra alcançou uma nova dimensão.

“Estou muito feliz. Os cantores, a orquestra e os bailarinos deram outra configuração à obra, de repente alcançou uma nova dimensão. Foi um passo adiante que nós demos”, comentou. “Só peço que não deixem ‘Dessana’ ficar esquecida, porque é uma obra bonita, com muito conteúdo e informação, que merece ser exposta sempre”.

Aldísio Filgueiras, autor do libreto em parceria com Márcio Souza, disse que renasceu.

“A impressão que eu tenho é a mesma de quando eu acordo e descubro que estou vivo. É um alívio! Me sinto assim porque lá na década de 1970, quando esse espetáculo estreou, 80% dessa plateia não tinha nascido e, principalmente, ainda não tinha sido criada essa orquestra que acompanha esses jovens artistas, atores e bailarinos. Parece que estou participando da criação do mundo também, junto com os Dessana. Essa é a impressão que, como dizemos no nosso texto, estamos sempre a recriar o mundo”, afirmou.

Regente da ópera, o maestro Otávio Simões destacou a importância de ter o compositor na plateia e a atuação dos solistas.

“O público recebeu muito bem a obra e ter o compositor na plateia, emocionado, foi muito gratificante. Nem sempre temos essa oportunidade. O sentimento é de dever cumprido”, afirmou. “A atuação de todos os artistas, da orquestra, do coro, do balé, foi excelente como sempre, mas destaco, sobretudo, atuação dos solistas do Coral do Amazonas. Ver esses cantores fazendo solos com tão alto nível de qualidade dá muito orgulho”.

Balé

Outro destaque de “Dessana, Dessana” foi a participação do Balé Folclórico do Amazonas. De acordo com a coreógrafa Monique Andrade, o Corpo Artístico criou uma nova partitura para compor a ópera.

“Construir um corpo que nasce do pó da terra, passando por todas as etapas até se transformar num ser humano, foi uma composição muito colaborativa com os bailarinos, porque eles têm a dança folclórica no corpo”, observou. “Mas a dança dentro da ópera tem outro tipo de composição, tem uma forma dentro do contexto, existe uma interação grande do balé com os solistas e com o coro, então a composição é um conjunto. Ajustamos o tempo e o espaço para criar uma nova partitura corporal junto com a partitura musical”, pontuou.

Plateia

A montagem encantou o público. A economista Cleonice Mororó, de Brasília, está visitando Manaus e aproveitou para conhecer o FAO. “É a minha primeira vez na ópera e aqui na Amazônia. Gostei muito, foi muito bonito. O profissionalismo, a sincronia da orquestra com os atores e a história por trás da apresentação”, disse. “Vim com essa vontade de assistir a uma ópera porque já tinha ouvido falar, mas nunca tive a oportunidade de assistir”, comentou.

Já Ana Caroline Souza disse que todos os anos prestigia o FAO e destacou suas impressões. “Sempre venho para o Festival. Achei muito linda a ópera, eu adorei o coral, o balé. Também percebi que eles tiveram um cuidado sustentável na montagem”, afirmou. “Pretendo voltar para assistir ‘Faust’”.

“Dessana, Dessana”

A ópera traz ao público a mitologia indígena narrada por meio da personagem Yeba-Beló, “a avó do mundo, a mais velha que o nada”. Além do conflito vivido pela personagem Dessana em pleno caos urbano de Manaus, a obra também apresenta as festas, rituais e trabalhos desenvolvidos pelo povo da etnia. A direção musical e a regência da obra são do maestro Otávio Simões.

 

Ficha técnica:

Dessana, narrador do mito – Enrique Bravo, tenor

Yebá-Beló 1 – Tamar Marcelice, soprano

Yebá-Beló 2 – Carol Martins, soprano

Yebá-Beló 3 – Marinete Negrão, mezzo-soprano

Yebá-Beló 4 – Kelly Fernandes, mezzo-soprano

Trovão da Casa-do-Rio – Fabiano Cardoso, tenor

Trovão da Casa-do-Sul – Emanuel Conde, baixo

Trovão da Casa-da-Noite – Miqueias William, tenor

Trovão de Wapuí-Cachoeira – Joubert Junior, barítono

Sulãn-Panlãmin – Juremir Vieira, tenor

Trovão Avô-do-Céu – Moisés Rodrigues, barítono

O Homem Branco – Alberto Corrêa, tenor

A Filha do Trovão – Kátia Freitas, soprano

Boleka – Everaldo Barbosa, tenor

Direção Musical e regência: Otávio Simões

Direção Cênica: Matheus Sabbá

Cenografia: Raiz

Figurinos: Adroaldo Pereira

Desenho De Luz: Fábio Retti

Coreografia: Monique Andrade

Corpos artísticos: Balé Folclórico Do Amazonas, Coral Do Amazonas e Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica.

 

Festival Amazonas de Ópera – Este ano, além de “Faust” e “Dessana Dessana”, que estrearam neste fim de semana, o FAO apresentará as óperas “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Sobre o Bradesco Cultura – Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco demonstra que acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros. A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, o São João de Campina Grande, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

‘Dessana, Dessana’ conta o mito indígena da criação do mundo no 21º Festival Amazonas de Ópera

 Obra será apresentada pela primeira vez no formato de ópera, neste domingo, às 19h, no Teatro Amazonas

 

 

Sérgio Rodrigues

O mito da criação do mundo por meio da visão indígena é contado na ópera “Dessana, Dessana”, que será apresentada neste domingo (29/4), como parte da programação do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), a partir das 19h, no Teatro Amazonas. Com libreto dos escritores Márcio Souza e Aldísio Filgueiras e composição de Adelson Santos, a produção conta com elenco inteiramente amazonense.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

De acordo com o maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico do 21º FAO, será a primeira vez que a “Dessana, Dessana” será apresentada no formato de ópera. “A obra teve sua estreia 1975, no Teatro Amazonas, e foi apresentada em 2005, no FAO. Porém, ela foi usada em formato de concerto ou de musical, e nunca como ópera, tendo versões menores apresentadas em outros espaços. Agora, devido aos 21 anos de experiência destes corpos artísticos, ela poderá ser encenada inteiramente com talentos do nosso Estado, o que nos deixa extremamente felizes”, diz o maestro.

O compositor da obra Adelson Santos declarou estar emocionado com a apresentação da ópera que, além da Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, conta com o Coral do Amazonas e Balé Folclórico do Amazonas.

“É realmente muito emocionante. Derramei lágrimas nos ensaios ao ver como a obra ainda é tocante. Demorei quatro anos para compor após receber esse libreto incrível do Márcio (Souza) e do Aldísio (Filgueiras), que preserva a mítica narrativa desses indígenas que estavam aqui muito antes de nós, e ver a obra no formato ópera é um milagre que eu não esperava este ano”, destaca Adelson.

Além do elenco formado inteiramente por cantores amazonenses, a direção cênica e a cenografia também contam com elementos da nova geração artística do Estado, como Matheus Sabbá e o grafiteiro Raiz, e também nos figurinos, assinados pelo artista Adroaldo Pereira.

“Trabalhar essa obra com essa temática é essencial para voltarmos os olhos para os povos indígenas, algo tão nosso e ao mesmo tempo tão esquecido”, destaca Sabbá. “‘Dessana’ é uma obra muito cênica, que exige bastante do elenco, e realizá-la foi muito desafiador, mas estamos muito felizes com o resultado. Ter uma ópera feita inteiramente pelos talentos do Estado é muito gratificante”, diz o diretor.

“Dessana, Dessana”

 Com estreia, em 1975, no Teatro Amazonas, a ópera “Dessana, Dessana” traz ao público a mitologia indígena narrada por meio da personagem Yeba-Beló, “a avó do mundo, a mais velha que o nada”. Além do conflito vivido pela personagem Dessana em pleno caos urbano de Manaus, a obra também apresenta as festas, rituais e trabalhos desenvolvidos pelo povo da etnia. A direção musical e a regência da obra ficarão a cargo do maestro Otávio Simões.

Ficha técnica:

Dessana, narrador do mito – Enrique Bravo, tenor
Yebá-Beló 1 – Tamar Marcelice, soprano
Yebá-Beló 2 – Carol Martins, soprano
Yebá-Beló 3 – Marinete Negrão, mezzo-soprano
Yebá-Beló 4 – Kelly Fernandes, mezzo-soprano
Trovão da Casa-do-Rio – Fabiano Cardoso, tenor
Trovão da Casa-do-Sul – Emanuel Conde, baixo
Trovão da Casa-da-Noite – Miqueias William, tenor
Trovão de Wapuí-Cachoeira – Joubert Junior, barítono
Sulãn-Panlãmin – Juremir Vieira, tenor
Trovão Avô-do-Céu – Moisés Rodrigues, barítono
O Homem Branco – Alberto Corrêa, tenor
A Filha do Trovão – Kátia Freitas, soprano
Boleka – Everaldo Barbosa, tenor

Direção Musical e regência: Otávio Simões

Direção Cênica: Matheus Sabbá

Cenografia: Raiz

Figurinos: Adroaldo Pereira

Desenho De Luz: Fábio Retti

Coreografia: Monique Andrade

Corpos artísticos: Balé Folclórico Do Amazonas, Coral Do Amazonas e Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica

Festival Amazonas de Ópera – Este ano, o Festival contará com a apresentação de cinco óperas:  “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Sobre o Bradesco Cultura – Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco demonstra que acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros. A instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, o São João de Campina Grande, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

 

Serviço: 21º FAO apresenta ópera “Dessana, Dessana”

Data/hora: 29 de abril, domingo, às 19h

Local: Teatro Amazonas – Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60