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Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas representa o Estado em Berlim

 

 Os bailarinos Remilton de Souza e Karla do Carmo apresentarão trechos de “Plutão já foi planeta” na Gala Comemorativa da Escola Staatliche Balletschulle

 

Karla Mendes

O Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas representará o Estado na cidade de Berlim, na Alemanha, em uma Gala Comemorativa que será realizada pela Escola Staatliche Balletschulle, no dia 4 de junho. Esta será a primeira vez que o grupo, que faz parte dos Corpos Artísticos da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), viajará ao país.

Segundo a diretora artística do Balé Experimental, Monique Andrade, a ideia de participar do evento surgiu em 2017, quando representantes da SEC e da escola conversaram a respeito de um intercâmbio cultural. A Gala Comemorativa promete reunir bailarinos do mundo todo.

“Como nós já fizemos um contato no passado e já conhecíamos a estrutura da escola, eles decidiram convidar a companhia jovem que temos em Manaus. Creio que houve uma identificação, já que a escola também é formada por alunos com um perfil jovem e em fase de experimentação”, destaca. “Após várias conversas, nós enviamos o vídeo do espetáculo ‘Plutão já foi Planeta’ e eles gostaram muito de um trecho que contém um pas-de-deux (passo de ballet realizado por dois bailarinos) e resolveram fazer esse intercâmbio levando a dupla para Berlim”.

Os bailarinos Remilton de Souza Nunes, de 23 anos, e Karla da Silva do Carmo, de 18 anos de idade, foram selecionados para representar a companhia com trechos de “Plutão já foi Planeta”. Monique conta ainda, que dupla é a mais antiga do Balé Experimental – grupo que em 2018 teve quase todo o quadro de bailarinos renovado.

“É muito importante que eles possam ter mais experiências no universo da dança, ter a vivência de outro país, estrutura e linguagem, e também fazer intercâmbio com outros bailarinos, inclusive brasileiros. Estamos no quarto ano de trabalho e em 2018 com um elenco renovado. Os primeiros bailarinos que passaram conosco já estão nos corpos profissionais e isso é um sucesso”.

Com apresentação marcada para 4 de junho, a dupla já trabalha na realização de ensaios para o espetáculo a ser apresentado no evento. Karla considera a participação uma espécie de vitrine em sua carreira.

“É a primeira vez que eu participo em algo do tipo e acredito que pode trazer muitas oportunidades em minha carreira. Só tenho gratidão”.

Remilton está no Balé Experimental desde a fundação do grupo, em 2014, e acaba de ministrar um workshop para dançarinos do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) que participarão da ópera “Kawah Ijen”, que estreia dia 27 de maio, no 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO). Ele conta que estará em Berlim no dia de seu aniversário e que considera essa participação um presente.

“Esse é o meu presente de aniversário, que vai ser dia 4 de junho. Nunca fiz uma viagem internacional e para mim está sendo incrível porque o Balé Experimental é minha realização profissional. Nós estamos ansiosos e ensaiando bastante para representar muito bem o nosso Estado”.

Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas 

 O Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas foi criado em 2014, dentro da política de preparação, qualificação e profissionalização estadual. O grupo conta com 20 jovens, entre 15 e 24 anos, que começaram ainda crianças no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e passaram por várias etapas para chegar no Corpo Artístico da SEC.

Monique Andrade destaca a relevância do grupo para a formação de profissionais da dança no Amazonas.  “O Balé Experimental veio para preencher a lacuna que existia nos corpos de dança. Os alunos recém-formados pelo Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, por exemplo, saíam do curso sem saber como se preparar  para os Corpos Artísticos e o Balé Experimental supriu essa lacuna. Acho muito importante esse grupo em nosso cenário artístico”, pontua.

Corpo de Dança do Amazonas realiza seleção de novos bailarinos

A lista de aprovados, da classificação e dos candidatos aptos ao cadastro reserva de cada corpo artístico será divulgada no dia 7 de março. Foto : Michael Dantas/SEC

 

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA) está realizando audições para selecionar novos bailarinos. É a primeira vez, desde 2013, que o CDA realiza o processo. As seleções, que começaram quinta-feira (08/02) e continuam nesta sexta-feira (09), no Teatro da Instalação(rua Frei José dos Inocentes, s/nº, Centro, zona sul).

Ao todo, 100 candidatos, sendo 48 homens e 52 mulheres, se inscreveram para as seleções do CDA. O corpo de dança é um dos oito corpos artísticos da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) que ofereceram vagas para bolsistas, músicos profissionais, coralistas e bailarinos profissionais em 2018.

De acordo com o diretor do CDA, Getúlio Lima, os candidatos passam por diversas etapas até serem aprovados. “Nós realizamos aulas em grupo e analisamos como eles se desenvolvem e também acompanhamos o que eles têm para nos mostrar e depois seguimos para a fase de entrevista”, explica. “Neste ano, nós temos dez vagas em aberto, mas isso não quer dizer que temos que preencher todas elas. Nós vamos prezar pela qualidade de nossos bailarinos”, ressalta Getúlio.

Audições externas e internas – Na quinta-feira (08/02), bolsistas e bailarinos profissionais externos, ou seja, que nunca fizeram parte do Corpo de Dança do Amazonas, participaram das audições na tentativa de conquistar uma vaga no grupo. Já nesta-sexta-feira (09/02), membros do CDA vão passar pelas avaliações.

O bailarino Ian Queiroz, de 19 anos, esteve no primeiro dia de audições para tentar conquistar uma vaga. Ele conta que treinou por muito tempo para realizar o processo. “Além de ser bolsista do professor do CDA eu também estudo Dança na Universidade do Estado do Amazonas. Eu estou muito ansioso, mas feliz por estar passando nas etapas do processo, até agora”, conta.

Novos talentos – Sobre a possibilidade de encontrar novos talentos, Getúlio ressalta a relevância de seleções como estas. “Essas audições são de extrema importância. Tem um tempo que a gente está esperando para realizá-las e o CDA está muito feliz com essa possibilidade de abrir novas vagas. A gente espera poder contar com bailarinos excelentes que sei que temos por aí”.

O secretário de Cultura, Denilson Novo, disse que a Secretaria de Estado de Cultura  utiliza as audições como uma ferramenta para gerar oportunidades aos artistas do Estado. “Estamos trabalhando de forma integrada para gerar mais oportunidades para nossa gente. O objetivo é trazer renovação a todos os nossos corpos artísticos”.

Resultados – A lista de aprovados, da classificação e dos candidatos aptos ao cadastro reserva de cada corpo artístico será divulgada no dia 7 de março, através do site www.agenciacultural.org.br

CDA recebe companhias de dança em espetáculo no Teatro Amazonas

Por meio do projeto “CDA Convida”, o Corpo de Dança do Amazonas, o Núcleo de Criação Rosa Antuña e a Companhia de Dança Mário Nascimento dividem o palco do teatro 

“A quem será que se destina”, primeira atração da noite, teve seu processo criativo formulado a partir das experiências e sensações dos 26 integrantes do CDA. Foto: Michael Dantas/SEC

 

Neste sábado (25/11), o Corpo de Dança do Amazonas (CDA) vai receber o Núcleo de Criação Rosa Antuña e a Companhia de Dança Mário Nascimento para um espetáculo no Teatro Amazonas (avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro), a partir das 19h. A apresentação faz parte do projeto “CDA Convida”, que  tem o objetivo de realizar a troca de experiências artísticas entre as companhias. A entrada será gratuita.

No espetáculo serão apresentadas as coreografias  “A quem será que se destina”, do Corpo de Dança do Amazonas; “O Vestido”, do Núcleo de Criação Rosa Antuña e “Zhu”, da Companhia de Dança Mário Nascimento.

“A quem será que se destina”, primeira atração da noite, teve seu processo criativo formulado a partir das experiências e sensações dos 26 integrantes do CDA. Com a proposta de transmitir uma mensagem sensorial e interativa ao público, os bailarinos utilizam, além do palco, os espaços ao redor da plateia para apresentar seus movimentos por meio de músicas da cultura popular brasileira.

Vanessa Viana, de 29 anos, é bailarina do CDA desde 2011 e conta que o processo de criação de coreografias foi elaborado por meio de laboratórios corporais.

“No começo da produção de ‘A quem será que se destina’ nós não tínhamos um tema específico para a montagem do balé. Então as coreografias aconteceram por meio de laboratórios corporais feitos em sala de aula. Nós, como bailarinos e artistas, tentamos sempre expressar as  sensações e sentimentos para que a nossa dança pudesse fazer sentido por meio dos movimentos”, explica.

A equipe de produção do espetáculo é formada por André Duarte e Adriana Góes, assistentes de coreografias; Branco Souza, assistente de direção e o diretor  geral, Getúlio Lima.

Por meio do projeto “CDA Convida”, o Corpo de Dança do Amazonas, o Núcleo de Criação Rosa Antuña e a Companhia de Dança Mário Nascimento dividem o palco do teatro.Foto: Michael Dantas/SEC

 

A Companhia de Dança Mário Nascimento, uma das convidadas, apresentará a coreografia “Zhu”, na qual os bailarinos abordam, por meio de uma metáfora, a resistência e superficialidade do mundo utilizando referências das mitologias grega e chinesa.  “Zhu” na língua chinesa significa bambu, que é um símbolo de resistência e resiliência, mensagens que o espetáculo pretende transmitir ao público.

Apresentado pelo Núcleo de Criação Rosa Antuña, o espetáculo “O Vestido” é sobre os sonhos que se pretende realizar durante a vida. Buscando incentivar a coragem para romper barreiras, preconceitos e medos, a apresentação busca transmitir a mensagem de que é preciso coragem para se arriscar e encarar o novo.

Adriana Góes, uma das assistentes artística do CDA, explica que a apresentação dos grupos é um meio de educar e expressar sentimentos por meio da arte.

 “O primordial é a construção de identidade da sociedade, porque a dança, assim como as outras artes, é um meio de comunicação e um meio de expressão do ser humano. É também uma questão de educação, uma oportunidade de se conhecer outras culturas e além delas, conhecer a nossa própria cultura”, pontua.

CDA Convida – O projeto “CDA Convida”, do Corpo de Dança do Amazonas, realiza parcerias com companhias de dança ou artistas independentes com intuito de fazer um intercâmbio de conhecimentos por meio da dança.

O projeto existe desde 2014 quando o CDA realizou uma apresentação conjunta com o Balé Teatro Guaíra e desde então busca contribuir com o desenvolvimento da dança no Amazonas e estimular parcerias entre grupos e artistas.

Serviço:  CDA recebe companhias de dança em espetáculo no Teatro Amazonas

Data/Hora: Sábado, 25 de novembro, a partir das 19h

Local: Teatro Amazonas, Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Festival Música Na Estrada

Festival Música Na Estrada – Teia Clássica / Petrushka

Alunos do Curso de Formação em Dança do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro / Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas / Corpo de Dança do Amazonas / Orquestra Amazonas Filarmônica.

TEIA CLÁSSICA
Léo Delibes (1836-1891)
– Coppélia: Tema eslavo
– Coppélia: Grand Pas de Deux: A Paz, Dança de festa e Galope Final
– Coppélia: Valsa das Horas

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893)
– O Quebra-Nozes: Dança das flautas de bambu
– A Bela Adormecida: Variação feminina do Pássaro Azul
– O Quebra-Nozes: Valsa das flores

PETRUSHKA
Igor Stravinsky (1882-1971)
Petrushka, balé em quatro cenas (1911/1947)
CENA 1: Feira de Carnaval – As multidões – A barraca do Charlatão (Truque de mágica) – Dança russa
CENA 2: O quarto de Petrushka
CENA 3: O quarto do Mouro – Dança da Bailarina – Valsa (A Bailarina e o Mouro)
CENA 4: Feira de Carnaval (ao anoitecer) – Dança das amas-de-leite – Dança do camponês e do urso – Dança das ciganas – Dança dos cocheiros e dos criados – Os mascarados – Conclusão (A morte de Petrushka)

Monique Andrade, coreografia (Teia Clássica)
Luiz Fernando Bongiovanni, coreografia (Petrushka)
ALUNOS DO CURSO DE FORMAÇÃO EM DANÇA DO LICEU DE ARTES E OFÍCIOS CLÁUDIO SANTORO
BALÉ EXPERIMENTAL DO CORPO DE DANÇA DO AMAZONAS
CORPO DE DANÇA DO AMAZONAS
AMAZONAS FILARMÔNICA
MARCELO DE JESUS, regente

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Espetáculo de dança ‘Plutão (Já foi Planeta)’ será apresentado em vídeo para instituições estrangeiras

Objetivo é buscar parcerias para o Festival Amazonas de Ópera e apresentar o trabalho do Corpo de Dança do Amazonas

Espetáculo foi apresentado no Teatro Amazonas, com entrada gratuita (Foto: Michael Dantas/ SEC)
"Plutão" foi criado como parte do projeto "Alma de um Poeta"(Foto: Michael Dantas/ SEC)
Espetáculo usa o rebaixamento de Plutão a categoria de planeta anão para tratar sobre as minorias sociais e os preconceitos (Foto: Michael Dantas/ SEC)
Coreografia foi criada pelo bailarino do Corpo de Dança do Amazonas, Rodrigo Vieira (Foto: Michael Dantas/ SEC)
O evento foi filmado em alta qualidade e será apresentado como portfólio do balé amazonense (Foto: Michael Dantas/ SEC)
"Plutão (Já foi Planeta)" estreou com a montagem completa em agosto deste ano (Foto: Michael Dantas/ SEC)
O espetáculo já foi apresentado diversas vezes ao longo do ano (Foto: Michael Dantas/ SEC)
O evento tem direção de Monique Andrade, diretora do Balé Experimental (Foto: Michael Dantas/ SEC)
Em novembro, o espetáculo volta ao palco do Teatro Amazonas (Foto: Michael Dantas/ SEC)

 

Sérgio Rodrigues

O espetáculo de dança “Plutão (Já foi Planeta) estreou, em formato completo, em agosto deste ano, com montagem do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas. A peça, inspirada em um poema do do escritor amazonense Aníbal Beça e que usa o rebaixamento de Plutão a categoria de planeta anão para tratar sobre preconceitos e minorias sociais, foi reapresentada diversas vezes desde então. Porém, o evento desta terça-feira (31) teve um tratamento diferente no Teatro Amazonas: o espetáculo foi filmado em alta qualidade e o vídeo será usado para apresentar o balé amazonense mundo afora.

Uma das idealizadoras do iniciativa, a soprano Isabelle Sabrié, que trabalha em um projeto de parcerias internacionais em conjunto com Secretaria de Estado de Cultura (SEC), explicou que o vídeo servirá de portfólio do balé amazonense na construção de cooperativas para o ano de 2018, tendo foco no Festival de Amazonas de Ópera (FAO), realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da SEC.

O projeto ainda em desenvolvimento, segundo Isabelle, é um espetáculo musical inspirado na biodiversidade amazônica, que contaria com tecnologia 3D. O vídeo será apresentado a coreógrafos de instituições estrangeiras, uma delas sendo a Institut Français. “Ainda não temos um documento em vídeo como esse, com esta qualidade. Queremos atrair estes coreógrafos, assim como criar vínculos de parceria com essas instituições para que haja o intercâmbio, como o de levar nossos dançarinos para dançar no exterior e a colaboração deles nos nossos festivais”, disse.

Para a realização do vídeo, realizado em parceria com a Umbra Fotografia e Vídeo, foram utilizadas três câmeras que captaram imagens do ensaio e do espetáculo apresentado no Teatro Amazonas, que teve entrada gratuita na noite desta terça. Além das câmeras fixas na lateral e do plano geral do palco, outra lente, móvel, capturou os detalhes dos movimentos dos dançarinos. O vídeo mostrará todo o espetáculo, que tem duração de 40 minutos, e o trabalho de edição mesclará as melhores imagens do ensaio no produto final.

“Já temos o trabalho de registrar esses espetáculos, com as nossas transmissões ao vivo, porém, precisamos de um vídeo com um tratamento mais específico para podermos apresentar como portfólio. Como o calendário de projetos dessas instituições é apertado, queremos conseguir o trabalho final até semana que vem para enviar”, afirmou Isabelle.

 

Projeção do Balé experimental

Como parte do projeto Alma de um Poeta, que iniciou em 2015, “Plutão (Já Foi Planeta)” tem coreografia do bailarino do Corpo de Dança, Rodrigo Vieira, e direção de Monique Andrade. A diretora explicou que o vídeo exalta o trabalho do Balé Experimental. “A Isabelle viu o espetáculo há alguns meses e se interessou muito, porque tem uma essência muito parecida com o projeto que ela está desenvolvendo. Ela veio conversar conosco e surgiu a ideia do vídeo, que pudesse divulgar nosso trabalho e criar essa possibilidade de intercâmbio”, disse Monique.

“Para nós é muito importante. Somos uma companhia jovem, de apenas quatro anos, mas são quatro anos desenvolvendo um trabalho já com pessoas que visionam essas novas oportunidades. É extremamente especial”, completou a diretora do Balé Experimental.

“Plutão (Já foi Planeta)”

A montagem se baseia no poema “Tempo de Uiaúa”, do amazonense Anibal Beça, e leva ao palco, por meio da dança, uma reflexão crítica sobre a situação das minorias sociais estabelecendo uma relação entre elas com Plutão, considerado planeta anão em 2006, por não se adequar ao tamanho associado a essa categoria. A leitura abrange ainda o discurso astrológico, que afirma que o astro celeste também revela todos os problemas de um indivíduo, fazendo-o conhecer do inferno ao divinal.

A história de Plutão e seu rebaixamento no Sistema Solar serviu de referência para que o coreógrafo, Rodrigo Vieira, e os bailarinos da companhia buscassem o seu “inferno” e o seu “divino”, na construção do arcabouço da obra. “Fiz uma comparação do planeta com as classes excluídas, que são marginalizadas pela sociedade, como os negros, as mulheres, os homossexuais e todos os que enfrentam dificuldades para serem respeitados e que necessitam ter representantes em todos os setores sociais”, destaca o bailarino e coreógrafo.

Alma de um Poeta 

Iniciado em 2015, durante um workshop do Corpo de Dança do Amazonas para o Balé Experimental, o projeto Alma de um Poeta de Dança Contemporânea tem como proposta de homenagear escritores e poetas amazonenses renomados. Um olhar crítico e filosófico sobre as entrelinhas do poeta convidado.

O movimento da escrita do autor, a multiplicidade de ritmos e imagens, que transcrevem o homem amazônico, refletindo sobre os aspectos humano, sustentável, cultural e social se refletem nos movimentos de dança do corpo de balé.