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Museu do Seringal Vila Paraíso encerra comemorações da Semana Nacional de Museus com visitação e roda de conversa

Convidados puderam expor suas impressões sobre o espaço cultural

 

 

Giovanni Araújo

O Museu do Seringal Vila Paraíso recebeu, na manhã do último domingo (20/05), agências de turismo, historiadores, museólogos, professores e turismólogos, que participaram da programação especial em alusão à 16ª Semana Nacional de Museus. Guiados pela técnica de Turismo Marilene Batista, os convidados fizeram um tour pelo espaço cultural e conheceram mais sobre o seringal da época do Ciclo da Borracha, ao visitarem o casarão do seringalista, as trilhas das seringueiras, o tapiri de defumação da borracha, a casa do seringueiro, entre outros lugares.

Após o percurso, os visitantes se reuniram para uma roda de conversa, onde puderam expor suas impressões sobre a visita guiada, além de críticas e sugestões para o museu, as quais irão compor o relatório base para o plano de ações que visa proporcionar uma melhor experiência a todos visitantes do espaço.

Agências de turismo, historiadores, museólogos, professores e turismólogos participaram da programação especial em alusão à 16ª Semana Nacional de Museus. Foto Nilton Leal/ Divulgação.
Agências de turismo, historiadores, museólogos, professores e turismólogos participaram da programação especial em alusão à 16ª Semana Nacional de Museus. Foto Nilton Leal/ Divulgação.
Agências de turismo, historiadores, museólogos, professores e turismólogos participaram da programação especial em alusão à 16ª Semana Nacional de Museus. Foto Nilton Leal/ Divulgação.
Agências de turismo, historiadores, museólogos, professores e turismólogos participaram da programação especial em alusão à 16ª Semana Nacional de Museus. Foto Nilton Leal/ Divulgação.

“Este bate-papo final teve como objetivo apurar os pontos a serem desenvolvidos e, com isso, encontrar um ponto de equilíbrio para ressignificar este espaço cultural, do ponto de vista que ele continue sendo um atrativo para o turista que quer conhecer mais sobre a história do Amazonas; um atrativo econômico para as agências de turismo; e também seja uma referência para historiadores e museólogos”, explica o diretor técnico da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Ewerton Almeida.

A historiadora Eglê Wanzeler conta que já havia visitado o museu há seis anos, mas que desta vez, ao voltar, fez uma leitura diferente do espaço. “Pensar o que foi o seringal para a Amazônia e para o Brasil é de extrema relevância, principalmente porque retrata a escravidão no Brasil, durante este período. Hoje, o museu cumpriu com uma função que é a de se transformar um espaço de esclarecimento para além da Literatura e do Cinema e também mostrar um conjunto de experiências vividas e sofridas pelo homem amazônico e nordestino”.

Para Glaubecia Teixeira, coordenadora do Curso de Turismo da Universidade do Estado Amazonas (UEA), a iniciativa de convidar as instituições de ensino superior, agências de viagens, historiadores, foi uma ideia fantástica. “Possibilita enxergar o ponto de vista de vários segmentos e isso melhora a função que o museu exerce. Mesmo que os recursos sejam poucos e o tempo curto para trabalhar essas propostas, não deixa de ser válido para se pensar futuramente como o museu pode ficar ainda melhor do que já está”, salienta.

História-Viva

O ex-seringueiro Manoel Henrique de Souza, mas conhecido como “Jaime”, participou do evento contando sua experiência ao trabalhar em um seringal no Acre, por mais de 30 anos. “Foi uma vida difícil onde trabalhávamos somente para sobreviver e não ganhar dinheiro, porém essa classe sofrida foi a que mais trabalhou para o desenvolvimento do País, já que o Brasil se destacou depois do Ciclo da Borracha.”

O evento ainda contou com o brunch oferecido aos visitantes e sorteio de livros.

Sobre o Museu Seringal Vila Paraíso

Foi inaugurado no dia 16 de agosto de 2002 como museu e projeto turístico da SEC. Nos dois primeiros anos havia a participação do navio Justo Chermont para visitas agendadas três vezes por semana com teatralização de atores e figurantes de época.

O museu apresenta aos visitantes um cenário mais próximo da realidade de um seringal de época, mais especificamente do período do Ciclo da Borracha do final do século 19 e começo do século 20.

Funciona de domingo a domingo, das 8h às 16h, e o acesso custa R$ 5 (cinco reais), com meia-entrada para estudantes.

O museu está localizado na zona rural do município de Manaus na região do Igarapé São João, afluente do Igarapé Tarumã-Mirim, margem esquerda do Rio Negro. A ida para o local dá-se somente por via fluvial, tendo que pegar um barco na Marina do David no bairro Ponta Negra, com tempo aproximado de 25 minutos.

Semana Nacional de Museus

Em sua 16ª edição, a Semana Nacional dos Museus teve como tema “Museus Hiperconectados: Novas abordagens, Novos públicos” e contou com uma vasta programação em mais de 1.000 museus em todo país, no período de 14 a 20 de maio. O evento é coordenado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio).

Durante a Semana, também foram realizadas no Palacete Provincial, Museu Casa Eduardo Ribeiro, Museu do Homem do Norte, atividades como: palestras, rodas de conversa, exposição, instalação, apresentações artísticas, visitações e contação de histórias.

 

Museu do Seringal Vila Paraíso recebe programação especial em alusão à Semana Nacional dos Museus

Evento acontecerá neste domingo (20/05) e terá participação de agências de turismo, historiadores, museólogos e turismólogos

 

Em comemoração à 16ª Semana Nacional dos Museus, o Museu do Seringal Vila Paraíso preparou uma programação especial para este domingo (20/05), com participação de agências de turismo, historiadores, museólogos e turismólogos.

A recepção dos convidados acontecerá às 9h30, no Museu do Seringal e, em seguida, acontecerá a visita guiada para conhecer o processo técnico, social e econômico de como funcionava um seringal do Ciclo da Borracha.

Neste roteiro de visitação serão apresentados o Trapiche (local de ancoragem dos barcos quando o igarapé está cheio), o Casarão do Seringalista, a Casa de Farinha a Capela Nossa Senhora da Conceição, o Tapiri de defumação da borracha, entre outras particularidades do espaço cultural.

Às 10h45, haverá o diálogo sobre o Museu do Seringal, com duração de 1h, e logo após será oferecido um brunch aos convidados, encerrando o evento às 12h15.

Sobre o Museu Seringal Vila Paraíso

Foi inaugurado no dia 16 de agosto de 2002 como museu e projeto turístico da SEC. Nos dois primeiros anos havia a participação do navio Justo Chermont para visitas agendadas três vezes por semana com teatralização de atores e figurantes de época.

O museu apresenta aos visitantes um cenário mais próximo da realidade de um seringal de época, mais especificamente do período do Ciclo da Borracha do final do século 19 e começo do século 20.

Funciona de domingo a domingo, das 8h às 16h, e o acesso custa R$ 5 (cinco reais), com meia-entrada para estudantes.

O museu está localizado na zona rural do município de Manaus na região do Igarapé São João, afluente do Igarapé Tarumã-Mirim, margem esquerda do Rio Negro. A ida para o local dá-se somente por via fluvial, tendo que pegar um barco na Marina do David no bairro Ponta Negra, com tempo aproximado de 25 minutos.

 

Serviço: Museu do Seringal Vila Paraíso comemora a 16ª Semana Nacional dos Museus

Data/hora: Domingo, 20 de maio de 2018, das 9h às 12h15

Local: Museu do Seringal Vila Paraíso (afluente do Igarapé Tarumã-Mirim, margem esquerda do Rio Negro)

Mais informações: (92) 3234-0271 ou (92) 98121-7079

Grupo fará safari gastronômico em Manaus e Mamirauá

No roteiro da viagem também tem um dia para passeios turísticos e culturais no Museu do Seringal e Teatro Amazonas

A programação do safari conta com um workshop culinário para preparação de alimentos usando ingredientes do rio e da floresta. Foto: Divulgação

Suelen Reis

Na próxima segunda-feira (13), chegará a Manaus a expedição “Food Safari Amazônia”, uma imersão ao patrimônio alimentar da região. Em sua segunda edição, a viagem organizada pela Brasil Food Safaris, terá duração de quatro dias, sendo um em Manaus e três na Pousada Uacari, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no município de Tefé.

“Formatamos essa expedição na Amazônia brasileira porque entendemos que os componentes gastronômicos da região são incríveis e a gente quer viver essa experiência de uma maneira real, autêntica”, afirma Pollianna Thomé, que organiza a viagem.

O grupo, capitaneado por Pollianna e pelo chef Paulo Machado, reúne chefs de cozinha, pesquisadores da culinária amazonense e um youtuber especialista em gastronomia e ciência. Na rápida passagem pela capital, eles vão visitar o Museu do Seringal e o Teatro Amazonas, ambos administrados pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. Em Manaus, ainda fazem parte do roteiro uma visita ao Mercado Municipal, compras na loja Instituto Socioambiental (ISA), jantar no restaurante Banzeiro e degustação do Tacacá da Gisela, no Largo São Sebastião.

“Não podemos deixar de passar no restaurante do chef Felipe Schaedler, por conta do reconhecimento nacional do trabalhado dele; de visitar o mercado; de conferir as pimentas e o mel que o ISA tem colocado no mercado por meio dos projetos realizados na Cabeça do Cachorro (região do município de São Gabriel da Cachoeira)”, comenta. “Dentro do componente cultural, o Teatro Amazonas é fundamental”, completa Pollianna.

Vivências

Em Mamirauá, estão programadas vivências das técnicas nativas de produção de farinha e preparação de alimentos usando ingredientes do rio e da floresta; visita às processadoras de açaí; workshop culinário; palestras sobre a reserva e seu programa de ecoturismo; degustação de caipirinhas de frutas regionais e jantar amazônico com peixe assado na folha da bananeira, iscas de Aruanã e bolinhos de Pirarucu.

O workshop inclui o preparo de pratos como Mojica de Surubim, Arroz de Pupunha, Farofa de Tucumã, Purê de Jerimum e Mousse de Cupuaçu. O mise en place é feito pelos alunos do workshop, mas a degustação será para todos os comunitários que trabalham na pousada e outros hóspedes.

Na programação tem, ainda, passeio de canoa pelo Lago de Mamirauá com observação de botos, jacarés, bicho preguiça e uma grande variedade de aves; e uma trilha na mata para apreciar a Sumaúma, árvore símbolo da floresta amazônica.

Um dos pontos altos da expedição é a participação no trabalho de uma casa de farinha. O grupo conhecerá todo o processo artesanal de moenda da mandioca e prensa da massa no tipiti para extração do líquido que dará origem ao tucupi e da massa que será enrolada, torrada e feita farinha de tapioca. Ao mesmo tempo a farinha será torrada no tacho e no fogão de barro.

“Na Uacari, por ser um turismo comunitário, nós temos a possibilidade de conhecer uma casa de farinha real, tanto que somente uma semana antes do início da viagem é que vem a confirmação de qual comunidade vai nos receber, qual comunitário vai fazer a farinha. Mamirauá nos acolheu, eles se prontificaram em atender todas as demandas necessárias para fazer uma viagem bem autêntica”, pontua.

Saiba mais sobre os chefs – Pollianna Thomé é formada em Turismo e mestre em Geografia Cultural. Cozinheira formada pelo Senac, dá aulas em cursos de graduação em Gastronomia.

Paulo Machado é mestre em Hospitalidade, fundador do Instituto de Pesquisas em Alimentação Paulo Machado, em Campo Grande (MS). Trabalhou em restaurantes no Brasil e Europa e já realizou Festivais de Cozinha Brasileira em mais de 15 países. Desde 2013 promove os Food Safaris para destinos no Brasil e no Exterior. Atualmente, assina a coluna “Terra Estrangeira” na revista “Menu”, especializada em gastronomia.

 

 

14ª Semana de Museus

Museu do Seringal Vila Paraíso
Apresentação do espetáculo teatral “Muitas Luas” com os Alunos do Curso de Laboratório Teatral do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro

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